Antes de subir para o salão do júri, onde acontece o julgamento dos seis envolvidos na morte de Milena, o tio dela, Geraldo Gottardi, disse que espera que todos os réus sejam condenados à pena máxima de reclusão.
Após quatro anos de um crime que comoveu os capixabas, os acusados pelo assassinato da médica Milena Gottardi começaram a ser julgados no início da manhã desta segunda-feira (23).
“Uma pessoa que faz uma coisa dessas, não pode sair nunca da cadeia. Infelizmente, 30, 35 anos ainda é pouco. Na verdade, pena de morte é pouco para eles, mas esperamos que seja uma condenação bem grande”, disse.
O aposentado também falou sobre a covardia que fizeram com a sobrinha. “Foram seis homens para matar uma médica que se doou tanto para salvar a vida de crianças”, disse.
Estão sendo julgados o ex-marido de Milena, Hilário Antônio Fiorot Frasson; o ex-sogro, Esperidião Carlos Frasson – apontados como mandantes – ; além de Valcir da Silva Dias, Hermenegildo Palauro Filho, Dionathas Alves Vieira e Bruno Rodrigues Broetto.
Protesto
Enquanto o primeiro depoimento, de uma gestante de nove meses, amiga de Milena e também médica, era tomado no salão do júri, do lado de fora, amigos e parentes da vítima exibiam cartazes e faixas em frente ao fórum.
Mais cedo, advogados que compõem a Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Espírito Santo, também participaram do ato.
“Não é só em nome de Milena, mas em nome de todas as mulheres, vítimas de violência doméstica que perderam suas vidas da mesma forma que ela”, disse um dos primos da médica, o aposentado Valdemar José Amorim.
