
Marinelva e D’ali estavam juntos há mais de trinta anos e moravam em um sítio localizado em Colina Verde. No início da tarde, no entanto, os corpos dos dois foram encontrados na entrada da propriedade com marcas de tiro.
Os corpos dois dois foram removidos e levados para o Departamento Médico Legal (DML) em Vitória, onde passariam por perícia e aguardariam a liberação da família. Como os parentes de D’ali moram fora do país e, por conta da pandemia não poderão vir ao Brasil, a autorização foi dada para a filha de Marinelva, a professora Camilla Carmen Venturim de Paula, de 39 anos.
A questão para a não liberação do corpo até o início da tarde desta terça, dois dias após o crime, está na circunstância do caso: como os dois foram assassinados, a autorização para cremação (desejo em vida de Marinelva) precisa de uma decisão da Justiça.
“O desejo da mamãe era que ela fosse cremada, então a gente pediu ao juiz autorização para que isso acontecesse. Ela pode sair a qualquer momento. Enquanto não sai, estamos aguardando para liberar os corpos. Já o desejo da família do meu padrasto era que eles fiquem juntos, ele e a minha mãe e por isso, a gente quer cremar os dois juntos”, disse.
Segundo a filha, caso a justiça não autorize a cremação, o enterro do casal vai acontecer no Cemitério Parque da Paz, em Ponta da Fruta, Vila Velha.