O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros lançaram a campanha “Sinal vermelho para a violência doméstica”. O intuito é que mulheres encontrem ajuda nas farmácias, caso elas sejam ameaçadas. No Espírito Santo, grandes redes como Santa Lúcia, Pague Menos, Pacheco, Mônica e Drogasil aderiram a campanha.
Diante do isolamento social, muitas mulheres que sofrem violência doméstica têm dificuldade para denunciar o agressor. As vítimas podem pedir socorro com um “X” na mão ou feito em um pedaço de papel com batom vermelho.
“Nossos atendentes estão orientados sobre como acionar a polícia em casos que a vítima venha pedir socorro com esse sinal. Temos ciência que 55% do nosso público é feminino, estamos sempre abertos de domingo a domingo, e queremos fazer parte dessa ajuda”, disse o diretor da rede de farmácias Mônica, Delci Pereira da Silva.
Além da Grande Vitória, a farmácia Mônica tem outros estabelecimentos em Cachoeiro de Itapemirim e Aracruz.
Assim que a mulher apresenta o sinal de “X”, seja não mão ou em um papel, imediatamente a polícia é acionada. Neste momento, ela pode esperar dentro do estabelecimento ou do lado de fora, pela chegada dos militares.
Além disso, devido ao período excepcional de pandemia, as denúncias de violência contra a mulher podem ser realizadas pela internet. Basta acessar o site http://delegaciaonline.sesp.es.gov.br/.
No sistema eletrônico, é possível anexar fotos. Ela pede para que as denúncias sejam feitas pelas próprias vítimas ou por vizinhos.
Segundo dados da Polícia Civil, de março a maio deste ano, foram registrados mais de dois mil boletins de ocorrência nas Delegacias Especializada de Atendimento à Mulher e no Plantão da Mulher na Grande Vitória. Além disso, em 2020, o Estado registrou 12 casos de feminicídio.
