Presa há uma semana por suspeita de vender diplomas falsos, a secretária de educação de Piúma, Isabel Fernanda Scherrer Rocha, continua no presídio.
É que após a juíza da comarca de Piúma arbitrar fiança de 90 salários mínimos, o que equivale R$ 89.820, a família não teve condições financeiras para o pagamento, e o advogado de defesa, José Peres Araújo, recorreu ao Tribunal de Justiça do Estado.
O TJ reduziu a fiança para 45 salários mínimos para a secretária, o que equivale R$ 44.910. Também decidiu o valor de R$ 44.910 para seu marido, o administrador do instituto de pesquisas e cursos educacionais, Carlos Antônio M. Castro. Já para a funcionária da empresa, Ricarda dos Santos Souza, o juiz reduziu a fiança para um salário mínimo, R$ 998.
O advogado disse que vai fazer o pagamento nesta terça-feira (20). “Com essa decisão do TJ, vamos recorrer agora ao STJ. A Isabel Fernanda e o Carlos não têm condições financeiras para arcar com uma fiança tão alta como essa. O Carlos está doente e muito abalado no presídio. A Isabel Fernanda está um pouco mais forte. A Ricarda, que deve ser liberada nesta-terça-feira, está depressiva”, disse o advogado.
O caso
Os três foram detidos na tarde da última terça-feira, após a entrega de um diploma de assistente de sala. Eles foram autuados por falsidade ideológica e associação criminosa, e foram encaminhados no mesmo dia aos presídios.
O delegado responsável pelo caso, David Santana Gomes, esclarece que a polícia já vinha recebendo denúncias sobre o caso de diplomas falsos. E somente com o flagrante, conseguiu identificar os responsáveis. O diploma era vendido por R$ 150, e os alunos recebiam os diplomas, sem comparecer aos cursos.
