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Polícia

Ginecologista acusado de assediar mais de 20 mulheres em consultas

Cerca de 24 mulheres alegam ter sido abusadas por um ginecologista e obstetra durante consultas. O caso aconteceu em Vitória da Conquista, na Bahia, ...

Mulheres relataram nas redes sociais que teriam sido abusadas pelo ginecologista

Última atualização

Cerca de 24 mulheres alegam ter sido abusadas por um ginecologista e obstetra durante consultas. O caso aconteceu em Vitória da Conquista, na Bahia, e foi denunciado à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e à Polícia Civil. Um inquérito foi instaurado para apurar as denúncias. 

Os relatos dos abusos tiveram início na sexta-feira (10) quando um perfil foi criado no Instagram por uma pessoa não identificada. No perfil, a usuária, que não se identificou, relatou um caso de abuso do médico Orcione Júnior. O ginecologista atende tanto na rede pública quanto privada da cidade. 

Mulheres relataram nas redes sociais que teriam sido abusadas pelo ginecologista (Foto: Reprodução/Instagram)

Esse primeiro relato fez com que outras vítimas fizessem denúncias de que teriam passado pela mesma situação. Os crimes teriam acontecido entre 2018 e 2019, no consultório do médico. O ginecologista nega as acusações, segundo a sua defesa.

A OAB foi acionada pelas mulheres na segunda-feira (13). Elas solicitaram uma audiência com representantes do órgão. “Vinte e quatro mulheres procuraram a OAB com a narrativa, repetindo o que estava nas redes sociais, e pedindo que a OAB tomasse providência. A OAB formalizou esse pedido, todas elas assinaram e, a partir desse momento, a OAB oficiou a autoridade policial, que foi a Delegacia da Mulher, através da doutora Decimária Gonçalves, pedindo providências”, disse ao G1 a presidente da Comissão Mulher Advogada da OAB, Luciana Santos Silva

“Temos notícia que o inquérito já foi instaurado. Então, já estão investigando e algumas mulheres, inclusive, já foram ouvidas. Pelo que a gente leu, sobretudo nas redes sociais e com as falas de algumas mulheres lá na OAB, a gente pode vislumbrar, sem dar tanta certeza, porque ainda tem uma investigação em curso, o crime de importunação sexual mediante fraude”, completou.

A delegada  Decimária Gonçalves, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Vitória da Conquista, abriu uma Investigação Pública Incondicionada. Nesse caso, não há necessidade de depoimento da vítima. A justificativa é que na ocasião, nenhuma mulher ainda tinha comparecido à unidade para relatar o caso. 

As vítimas começaram a comparecer à delegacia na quarta (15), segundo a polícia. Não há ainda informações sobre quantas mulheres já foram ouvidas pela Polícia Civil. 

Também na quarta, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) disse que está acompanhando o caso e aguarda a conclusão do inquérito que está sendo realizado pela Polícia Civil. Depois disso, eles ainda informaram, vão decidir, com base nos autos, se irão ou não oferecer denúncia contra o suspeito. 

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