- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
FALSAS CARTAS DE CRÉDITO

Golpe da falsa carta de crédito dá prejuízo de R$ 500 mil a 32 vítimas no Estado

Empresário de 29 anos foi preso acusado de aplicar golpe na venda de veículos. Vítimas ficavam sem o carro e o dinheiro

Delegado Douglas Vieira investigou o golpista, que foi preso durante uma festa, na Praia da Costa, Vila Velha.

Última atualização

Após fazer várias vítimas, não só no Espírito Santo, mas também na Bahia, um golpista de 29 anos foi preso. Em um ano, ele conseguiu enganar pelo menos 32 pessoas dando um prejuízo total de quase  R$ 500 mil. 

O criminoso, que era dono de uma empresa de consórcio, localizada em Vila Velha, se aproveitava do sonho das pessoas em comprar um carro para oferecer falsas cartas de crédito. 

A vítima pagava um valor de entrada, recebia a carta de crédito, e o empresário definia um prazo de sete dias para o cliente retirar o veículo. Só que o carro nunca estava disponível e o dinheiro da entrada não era devolvido.

O estelionatário foi preso na noite da última quinta-feira durante uma festa na Praia da Costa, em Vila Velha. À Polícia Civil, ele disse que a responsabilidade do crime era de seus funcionários. 

 
















|














Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

“Estamos investigando se esses funcionários sabiam do esquema, mas as investigações são claras em apontar esse indivíduo como o responsável por todos os golpes praticados”, disse o titular da Delegacia de Defraudações  (Defa), delegado Douglas Vieira.

Segundo a polícia, o acusado, que foi preso por meio de um mandado de prisão preventiva, estava há pouco mais de um  ano no Estado, onde abriu uma  empresa de consórcio, situada em Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha. 

Com CNPJ e documentação regulares, ele mantinha funcionários que trabalhavam no local por no máximo quatro meses. “Quando descobriam que tinha algo errado, logo saíam”, disse o delegado. Para enganar as vítimas, o suspeito usava as publicações de anúncios verdadeiros feitas em sites de venda. 

“Ele tirava print e anunciava como se fosse o dono. Depois,  vendia com carta contemplada, pedindo uma certa entrada, garantindo que o veículo seria entregue. A vítima ia até o escritório e acreditava que o negócio era sério”, explicou Douglas.

O delegado explicou ainda que no momento que “fechava” uma venda com o cliente, o suspeito fazia dois tipos de contrato. 

“Uma via era aquilo  que o cliente ajustava, já a outra via era a  contratação de consórcio. Davam o prazo de sete dias, nada do carro e nada do crédito. Passavam-se 60 dias, o cliente desistia da compra e ficavam sem nada”, explicou.

Ao todo, 32 pessoas foram vítimas  no Estado, mas pode haver outras. “Do fruto dessa prisão, nós tivemos duas vítimas com prejuízo de R$ 150 mil. Mas nós fizemos um levantamento no sistema e há registro de 30 vítimas. O valor aproximado do prejuízo total passa de R$ 500 mil”, disse o delegado.



SAIBA MAIS


Anúncios 

O golpista usava  publicações verdadeiras, feitas em sites de venda de  carros para atrair suas vítimas. 

Ele usava a mesma publicação, como se fosse de sua autoria para atrair clientes. Assim que a vítima o procurava, o carro era oferecido com um valor atraente  e com boas condições de compra.

Com o interesse do cliente, o criminoso, que era dono de uma empresa de consórcio, levava a vítima pessoalmente até seu escritório, que fica em Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha, onde fechava o “negócio”. 

O golpe

Assim que a vítima escolhia o carro desejado, o criminoso oferecia uma falsa carta de crédito, alegando que o cliente poderia  retirar o carro em sete dias, assim que contratasse a carta. Mas para isso, o bandido  exigia um valor  em dinheiro como entrada.

Após o pagamento, a pessoa aguardava o período informado pelo golpista, mas como a  carta de crédito não existia, a vítima ficava sem o valor e consequentemente sem o carro. 

Em alguns casos, como o suspeito não entregava a carta de crédito, era oferecido para a vítima um consórcio.

Mas o  veículo nunca era sorteado e nenhum lance era oferecido, impossibilitando o cliente de receber o carro.

Prisão

O estelionatário foi preso na noite da última quinta-feira, durante uma festa na Praia da Costa, em Vila Velha. À Polícia Civil, ele disse que a responsabilidade do crime era de seus funcionários. 

Ele foi autuado por estelionato e encaminhado ao Centro de Triagem de Viana (CTV).

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.