O ex-policial civil Hilário Frasson foi condenado a 30 anos de prisão pela morte da ex-mulher, a médica Milena Gottardi. A sentença foi lida na noite desta segunda-feira (30) pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Vitória, Marcos Pereira Sanches, no Fórum Criminal José Mathias de Almeida Netto, em Vitória.
Além de Hilário, outras cinco pessoas foram condenadas pelo assassinato da médica, ocorrido na noite de 14 de setembro de 2017, no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória. Também foram condenados Espiridião Carlos Frassson, pai de Hilário, Hermenegildo Palauro Filho, o Judinho, Dionatas Alves, Bruno Broetto e Valcir
O julgamento dos seis réus acusados de participação no crime começou na última segunda-feira (23). Durante os oito dias de júri popular, foram ouvidas mais de 20 testemunhas, incluindo o irmão da médica e a amiga que estava com Milena no momento em que ela foi morta.
Pela sentença do júri, Hilário foi condenado a 42 anos de prisão, mas teve a pena reduzida para 30 anos, que era a punição máxima prevista no país na época do crime. Já o pai de Hilário Esperidião Frasson, foi condenado a 34 anos de prisão como incentivador do crime, mas também teve a pena reduzida para 30 anos.
Crime

As investigações mostraram que seis pessoas teriam envolvimento no crime. O ex-policial civil Hilário Frasson era marido de Milena Gottardi e é apontado como um dos mandantes do crime, tramado dois meses antes de ser executado. Os dois estavam juntos há 20 anos.
O outro mandante seria Esperidião Carlos Frasson, pai de Hilário. Segundo a polícia, ele cobrava dos intermediários que o crime fosse concretizado.
Hilário foi preso uma semana após o crime. As investigações apontaram algumas contradições nos depoimentos dos acusados e também alguns fatos, como uma carta escrita por Milena, na qual ela diz se sentir medo pelo pedido de separação. O documento foi registrado em cartório por ela.
Hilário também foi alvo de processo na Corregedoria da Polícia Civil e acabou expulso da corporação por conta do assassinato de Milena.
Entenda a participação de cada um
O inquérito policial aponta Hilário e o pai, Esperidião, como os mandantes do assassinato da médica Milena Tonini Gottardi. Para executar o crime, Hilário teria entrado em contato com Valcir da Silva.
As investigações apontam que Valcir como um dos intermediários responsável pela contratação de Dionathas. Ele estava dentro do Gol cinza, que era dele, no local do crime, juntamente com Hermenegildo Palauro Filho, o Judinho.
Segundo a polícia, Judinho também estaria dentro de um Gol cinza no local do crime e teria escondido, antes e depois, a moto usada pelo executor Dionathas Alves Vieira.
Dionathas é carpinteiro e segundo a polícia, atirou em Milena. Em depoimento, Dionathas diz que receberia R$ 2 mil pelo “serviço”. A testemunha que estava com Milena no momento reconheceu Dionathas como atirador.
O último réu no caso é Bruno Broetto. Segundo a políca, ele “conseguiu” a moto para ser usada por Dionathas Alves no dia do crime. Ao adolescente que roubou a moto, ele teria prometido R$ 1.500. Bruno sabia que a moto seria usada em um homicídio, diz o inquérito.
