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Polícia

Homicídios na Terceira Ponte: Justiça mantém preso advogado que fez racha

Prisão preventiva foi cumprida na última quarta-feira

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Nathália Cantarela

Formada em Jornalismo pela Faesa, Nathália escolheu o curso porque ama escrever. Durante o curso também se apaixonou pelo audiovisual, e estagiou apresentando o jornal da faculdade. Após formada, fez curso de imersão no jornalismo e hoje apresenta o Boletim de Notícias, além de escrever para o site.

Última atualização

O Ministério Público do Estado decidiu manter a prisão do advogado Ivomar Rodrigues Gomes Junior, em audiência de custódia ocorrida na manhã desta segunda-feira (23). O réu é acusado de ter participado de um racha na Terceira Ponte, que resultou em uma batida de trânsito e na morte de dois jovens.

Ivomar responde pelo crime de homicídio doloso, já que assumiu o risco de provocar um acidente. Kelvin Gonçalves dos Santos e Bruniele Nascimento Felippe estavam em uma motocicleta atingida pelo carro de Ivomar, em 2019.

Ivomar está preso desde o último dia 18, quando o Poder Judiciário atendeu o pedido do Ministério Público do Estado e determinou a prisão preventiva do réu. 

Segundo o MPES, o pedido da prisão aconteceu porque a defesa de Ivomar teria feito imposições com o objetivo de retardar a tramitação do processo penal e postergar a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. Desde 2021, o réu teria solicitado adiamentos de audiências, além de pedidos de prazo maior para apresentação de quesitos para perícia judicial, o que se repetiu nos anos seguintes e resultou em novos adiamentos.


RELEMBRE O CASO

O crime aconteceu na noite do dia 22 de maio de 2019, na Rodovia ES-060, no trecho da Terceira Ponte, no vão central, sentido Vila Velha-Vitória. Na ocasião, segundo o MPES, Ivomar Rodrigues Gomes Junior e Oswaldo Venturini Neto ingeriram bebida alcoólica e assumiram a direção de dois automóveis, dirigindo em velocidade acima do permitido na via e participando de uma competição automobilística não autorizada, conhecida como “racha”.

Durante a competição, os réus colidiram com uma motocicleta onde estavam as vítimas Kelvin Gonçalves dos Santos, que pilotava o veículo, e Bruniele Nascimento Felippe, que estava na garupa.

Após o fato, Ivomar e Oswaldo foram acusados de homicídio doloso, já que assumiram o risco de causar acidentes. Os dois foram presos em flagrante e tiveram a prisão convertida em preventiva na audiência de custódia. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça concedeu liberdade provisória aos réus após recursos apresentados pelas defesas.



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