Imagina você receber uma ligação telefônica com uma pessoa informando que seu cartão de crédito foi clonado e que o atendente precisa dos seus dados pessoais para bloquear seu cartão. Logo após, um motoboy vai até seu endereço, pega seu cartão que supostamente estaria cancelado e vai embora.
Foi o que aconteceu com duas senhoras, moradoras do bairro Praia da Costa, em Vila Velha. Elas foram vítimas do “golpe do motoboy” e registraram boletins de ocorrência, uma das vítimas chegou a perder R$ 15 mil reais.

“Em seguida, o golpista disse que a vítima deveria transferir o dinheiro da sua conta para uma suposta “conta de segurança” do banco. A vítima, além de transferir aproximadamente R$ 10.000,00 para a conta (na realidade, a conta de um “laranja” utilizada pelo golpista), ainda efetuou o pagamento de um boleto no valor de R$ 5.000,00”, conta o titular do 6º Distrito Policial, delegado Érico Mangaravite.
O outro caso foi no dia 28 contra uma mulher de 44 anos, mas este teve um desfecho diferente. O início foi o mesmo, o golpista ligou para ela e se identificou como sendo um funcionário de um banco e que o cartão da vítima teria sido clonado e que uma pessoa havia tentado fazer compras em um hipermercado e tentado sacar dinheiro em um caixa eletrônico e, novamente, orientou a vítima a cancelar o cartão.
Logo após, o golpista disse que a vítima deveria escrever uma carta de próprio punho, e entregá-la junto com o cartão para um prestador de serviços, que iria buscar o cartão de crédito e a carta na casa da vítima. A vítima, então, desconfiou e não manteve mais contato com o golpista e registrou o caso na delegacia.
O delegado alerta que nesse tipo de golpe, é comum os criminosos se passarem por funcionários de uma instituição bancária, ligando para as vítimas e informando que o cartão foi clonado ou que há compras suspeitas. Os casos estão sendo investigados pelo titular do 6º Distrito Policial, delegado Érico Mangaravite.
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A Polícia Civil disse que está atenta a este crime. Em setembro do ano passado, foi realizada uma operação com policiais da Divisão Especializada em Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (DRCCP) e Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa). Um homem de 21 anos, que estava aplicando este golpe foi preso em flagrante. Durante a ocorrência, foram apreendidas 46 máquinas de cartão e aproximadamente R$ 3 mil em espécie.
“Este tipo de golpe já ocorre há alguns anos, com algumas variações. Quando há a ligação, o golpista tem diversos dados pessoais do correntista ou titular do cartão, e isso induz a vítima a acreditar na história contada pelo criminoso. A partir daí a vítima é convencida sobre as irregularidades do seu cartão. Por conta disso, seria necessário digitar diversos dados no telefone com o objetivo de efetuar o cancelamento do cartão”, conta o titular do 6º Distrito Policial, delegado Érico Mangaravite
Orientações
O delegado ressaltou que os próprios bancos orientam aos clientes que, em caso de ligações assim, devem desligar o telefone e aguardar pelo menos 15 minutos para somente depois entrarem em contato com as Centrais de Atendimento, cujos números constam nos próprios cartões.
O Código de Defesa do Consumidor determina que o banco ou instituição financeira não pode solicitar dados confidenciais e nem o cartão do correntista. Por isso, outra orientação, é para as vítimas ligarem para as agências das quais são correntistas e relatar o fato.
Mas caso a vítima caia no golpe, a orientação é que elas registrem a ocorrência podendo comparecer pessoalmente a uma delegacia ou realizar o registro por meio da Delegacia Online, https://delegaciaonline.sesp.es.gov.br, para que a Polícia Civil tome ciência do caso e inicie as investigações.