“Estou aqui para matar ou morrer”. Essas foram as últimas palavras ditas por um homem armado com uma chave de fenda e uma faca, antes de ser morto pela polícia, após ter invadido casas durante a madrugada desta quinta-feira (27) em Barro Branco, na Serra.
Segundo a Polícia Militar, quando os militares chegaram, ligaram para o Samu informando que o homem estava em surto psicótico pelo uso de drogas. Devido ao possível transtorno mental, os militares se aproximaram dele pelo portão da casa na tentativa de imobilizá-lo. A polícia chegou a usar gás de pimenta no homem, mas o produto não surtiu efeito, sendo necessário dominá-lo.
Antes da chegada do Samu, ele gritou dizendo que estava ali “para matar ou morrer”. Militares entraram na casa, deram ordem para o homem sair, mas ele partiu para cima dos militares tentando golpeá-los com uma chave de fenda e com a faca.
Na tentativa de fugir do cerco policial, o homem correu em direção ao bastão do policial e conseguiu arrancá-lo do militar. Ao perceber o perigo, o policial sacou a arma e deu ordem para que o homem colocasse as ferramentas no chão e se entregasse.
Aparentemente transtornado, ele avançou no policial tentando tirar a arma de fogo dele e derrubando-o no chão. O soldado que estava dando apoio reagiu sacando a arma e disparando três tiros contra o homem, que foi socorrido e levado para o Hospital Jayme Santos Neves, mas não resistiu.
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A sobrinha de uma das moradoras, que preferiu não se identificar, disse que a tia ligou para ela de madrugada explicando o ocorrido. “O homem pulou novamente o quintal, quando os policiais usaram novamente o spray de pimenta para tentar imobilizá-lo. Eles tentaram de todas as formas prender o indivíduo. Assim que o policial caiu no chão, o homem tentou matar o policial. Nessa hora, um dos soldados da PM atirou”.
Por nota, a Corregedoria da Polícia Militar disse que o homem foi encontrado em transtorno mental e não aceitava a ordem de saída da casa. “Para preservar a vida dos moradores e da equipe policial, foi utilizado como último recurso o disparo de arma de fogo, causando ferimentos ao invasor que foi socorrido ao pronto socorro, onde foi constatado o óbito”.
O caso foi registrado como homicídio em confronto com agente do Estado e seguirá sob investigação do Serviço de Investigações Especiais (SIE).