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“Já são oito dias sem meu filho”, diz mãe que teve bebê levado pelo pai

"Já são oito e dias e não se acha meu filho". Esse é o relato de uma mãe que há mais de uma semana não vê o seu bebê de apenas 10 meses. A agonia da ...

Pai que raptou o filho de 10 meses de idade em Santa Maria de Jetibá

Última atualização

“Já são oito e dias e não se acha meu filho”. Esse é o relato de uma mãe que há mais de uma semana não vê o seu bebê de apenas 10 meses. A agonia da dona de casa de 27 anos começou na quinta-feira (18), em Santa Maria de Jetibá, cidade localizada na Reigão Serrana do Estado, quando o ex-marido, Rodrigo de Carvalho Pinho, fugiu com o filho. Segundo ela, o homem de 38 anos tomou a criança e fugiu para São Paulo.

Pai que sequestrou o filho de 10 meses de idade em Santa Maria de Jetibá (Foto: Acervo Pessoal)Na ocasião, o homem foi à casa da ex-esposa enquanto ela trabalhava. Ele sequestrou o menino, viajou até a rodoviária de Vitória e pegou um ônibus em direção a São Paulo, onde vive a sua família.

“O taxista que o levou até Vitória disse que o bebê foi chorando durante toda a viagem. Chegando na Capital, ele disse que ele tinha lhe pedido para acelerar o carro pois a mãe estaria esperando na cidade. Mas não era verdade”, contou a mãe.

No dia seguinte, na sexta-feira (19), ela entrou em contato com a família do ex-marido e ficou sabendo que ele estava em São Paulo. Foi então que ela viajou para o estado onde soube onde estaria o seu filho.

“Foi aí que eu entrei com minha advogada para fazer a busca e apreensão. Foi feito aqui em Santa Maria de Jetibá e encaminhado para o juiz de São Paulo. Mesmo não tendo muito recurso, eu fui”, relembra ela.

Em São Paulo, ela disse que chegou a ver o filho por instantes na casa da mãe do ex-companheiro. “Eu vi o menino por segundos. A mãe não deixou a gente entrar na casa. Os policiais disseram que não podiam fazer nada. E eles estavam lá para para fazer uma busca e apreensão”, indigna-se ela sobre o mandado que não foi cumprido pois a conselheira tutelar não compareceu e não foi possível.

O homem é considerado foragido da polícia. A Polícia Civil do Estado investiga o caso. “O delegado disse que estavam investigando apenas aqui no Espírito Santo, e não em São Paulo. Como tem o endereço da mãe por lá, pedi que eles fossem verificar, mas não fizeram isso”, lamentou ela.

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