
Testemunhas contaram à família que o rapaz tinha saído para uma festa próximo à casa onde ele morava com o pai. No local, que fica a poucos metros da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, ele teria se envolvido em uma discussão para proteger um amigo, quando foi baleado.
O vendedor de carros levou diversos tiros na região da cabeça e do pescoço. Na rua, na manhã deste sábado, ainda era possível ver várias poças de sangue.
Moradores da região, que não quiseram se identificar, contaram que o rapaz era visto pelas redondezas há pouco tempo, e que o crime aconteceu próximo a um bar, que estava fechado.
A família recebeu a notícia com surpresa. “Eu estava dormindo quando um rapaz, que eu não conheço, chegou avisando que meu filho tinha sido morto. Era meu único filho, desde que ele veio para a Serra eu estava tentando conseguir um emprego para ele na empresa onde eu trabalho”, desabafou o pedreiro Jumar Coelho da Silva, de 43 anos.
Uma das primas de Luiz, uma autônoma, de 28 anos, afirmou que a família não sabe o que motivou o crime. “A gente não sabe. Ele era uma pessoa muito boa. A minha última recordação dele foi no Dia das Mães, dele fazendo uma oração maravilhosa para nós”, relatou ela, que não quis se identificar.
O jovem não tinha passagens criminais, segundo a família. No entanto, estava andando em más companhias. “Algumas pessoas diziam que ele tinha amigos que não eram muito certos, e isso pode ser um motivo”, ponderou a autônoma.