Um jovem foi atropelado e, em seguida, morto com um tiro na cabeça, na manhã de ontem, em Jardim Bela Vista, na Serra. Matheus Aurélio Luz da Silva, 18 anos, chegou a ser socorrido e levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Serra, e em seguida conduzido pelo Samu ao Hospital Jayme dos Santos Neves, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Muito abalada, a mãe do rapaz, uma dona de casa de 45 anos, concordou em dar entrevista, desde que não fosse identificado seu nome e nem tivesse o rosto mostrado.
“Estava em casa e de repente chegou o meu sobrinho dizendo que tinham dado tiros lá perto. Depois chegou o vizinho falando: ‘Você vai me perdoar, mas tenho uma péssima notícia para te dar, mataram seu filho’. A gente nunca espera passar por isso”, lamentou.
Ainda segundo a dona de casa, quando ela chegou ao local, viu o filho agonizando, mas mesmo assim ele foi coberto, pois pensaram que não sobreviveria . “Comecei a chamar, mesmo agonizando, eu chamava ‘levanta meu filho’ e ele respondia com som, foi quando a viatura da PM chegou e o levou para a UPA”.
De acordo com a mãe, o adolescente teria sentido que algo ruim aconteceria. “Ele disse que estava com um pressentimento ruim. Quando ele veio embora, pegaram ele de frente, não deu nem para reagir”, lembrou a mãe.
A polícia não informou a motivação do crime, mas de acordo com a mãe, o envolvimento do filho com o tráfico de drogas pode ser a causa do crime.
“Eu não sei o que aconteceu, mas infelizmente eu tenho que falar: é tráfico. Ele era envolvido, isso não nego. Eu tentei tirar ele de lá, eu tive que ir à delegacia várias vezes, mas não adiantou”. Matheus Aurélio teve passagem pela polícia por tráfico de drogas e porte de arma.
A dono de casa, que também é mãe de outros filhos, contou que sempre avisa aos filhos que a vida no tráfico não vale a pena. “Ele não brigava, nem discutia, ele só chegava com todo carinho e amor e é por isso que eu fico muito triste com tudo que aconteceu”, disse.
A Polícia Civil informou que o caso será investigado na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e que ninguém foi preso. O corpo foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML).
