A polícia concluiu inquérito que apura a morte do jovem Eduardo Carvalho Vieira, de 18 anos, baleado com um tiro na cabeça na segunda-feira (12), durante churrasco em comemoração ao aniversário da vítima, em Guaçuí, na região do Caparaó.
Segundo a Polícia Civil, as investigações concluíram que o rapaz foi morto por um disparo acidental, e não durante uma roleta-russa, conforme se especulou inicialmente. O suspeito de ser o autor do tiro também tem 18 anos e é morador da residência onde ocorria o churrasco.
Outros três amigos estavam no local. “O suspeito quis mostrar um revólver calibre 38 que tinha adquirido, de forma ilegal. Ele abriu o tambor do revólver e achou que tinha retirado todas as munições”, explicou o delegado de Guaçuí, Marcos Nery.
Ele continuou: “os outros rapazes que estavam no churrasco também manusearam a arma, até mesmo a vítima. Só que tinha ficado uma cápsula no tambor. O dono da arma acionou o gatilho para demonstrar o funcionamento e acabou disparando”.
Eduardo ainda estava consciente quando o Corpo de Bombeiros chegou e o levou para o pronto-socorro de Guaçuí. No entanto, devido à gravidade do ferimento, ele foi transferido para a Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro, morrendo no dia seguinte.
Logo após o crime, o autor do disparo fugiu com a arma, que foi localizada no meio de um matagal, perto da residência.
Segundo o delegado, o inquérito já foi relatado à Justiça, com indiciamento do autor do disparo pelo crime de homicídio por dolo eventual, ou seja, quando o autor assume o risco de produzir o resultado morte ao manusear arma indevidamente.
O suspeito também foi indiciado pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e receptação, por adquirir o revólver de procedência ilícita. Até este momento, ele responde em liberdade.
