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Polícia

Justiça afasta 7.300 agressores das vítimas

Por medo de que algo ainda mais violento aconteça, 7.340 mulheres pediram as chamadas medidas protetivas de urgência ao Estado, que foram concedidas ...

Juíza Hermínia Azoury: medida dá resposta à vítima em situação de risco.

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Juíza Hermínia Azoury: medida dá resposta à vítima em situação de risco. (Foto: Dayana Souza/AT)

Por medo de que algo ainda mais violento aconteça, 7.340 mulheres pediram as chamadas medidas protetivas de urgência ao Estado, que foram concedidas pela Justiça entre janeiro e outubro desse ano, segundo a Polícia Civil. Em 2018, foram 6.785.

Para a coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, juíza Hermínia Azoury, essas medidas dão uma resposta às vítimas que estão em situação de risco. A magistrada disse que, geralmente, é determinado que o agressor mantenha uma distância de 200 e 500 metros da vítima.

Ela também contou que já houve um caso em que agressor e vítima trabalhavam na mesma empresa e um deles teve que trocar de turno para evitar encontros.

A chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), delegada Cláudia Dematté, enfatizou que existe a possibilidade de solicitar o afastamento do agressor do lar, além de proibi-lo de se aproximar de familiares da vítima e testemunhas.

Ainda há situações em que é proibido que o agressor entre em contato com a vítima por qualquer meio de comunicação e frequente determinados locais. “Essas medidas possuem natureza cautelar. Uma vez solicitadas pela vítima, a autoridade policial tem 48 horas para encaminhá-las ao juiz, que possui igual período para analisá-las”, disse a delegada.

Ela lembrou ainda que, este ano, a Lei Maria da Penha sofreu uma alteração, passando a punir o descumprimento de medida protetiva de urgência com pena de três meses a dois anos de prisão. Se o agressor for preso em flagrante, só cabe fiança na Justiça.

Advogadas voluntárias Júlia Cade, Julianna Rosas e Juliana Barolo (Foto: Dayana Souza/AT)

Ônibus

O Ônibus Rosa do Juizado Itinerante da Lei Maria da Penha esteve, até a tarde desta sexta-feira (29), atendendo vítimas de violência doméstica na Prainha, em Vila Velha. As advogadas Júlia Cade, Julianna Rosas e Juliana Barolo são voluntárias no Ônibus Rosa.

Julianna Rosas salientou que o que motiva seu trabalho é fazer a diferença na vida das mulheres. “Na última edição, veio uma senhora pedir uma medida protetiva. No final, ela me deu um abraço e falou: ‘Muito obrigada pelo trabalho que vocês fizeram. É um serviço de utilidade pública’. É isso que me move, saber que a gente teve um impacto na vida daquela mulher.”

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