
“Minha filha tinha tudo para viver com a família dela, a bebê e o marido. Ela estava muito ansiosa, não via a hora de criança nascer. Queremos Justiça para que isso não se repita com outras famílias”, disse Luzia da Paula para o portal G1.
A família registrou um boletim de ocorrência a afirmou que Ana Paula estava grávida de nove meses quando deu entrada no hospital na noite de quinta-feira (25). A médica que a atendeu teria prescrevido soro e um remédio e sugerido que ela aguardasse o trabalho de parto no local ou em casa.
Ela e o marido foram para a casa, mas retornaram na madrugada de sexta (26). A família disse ainda que ao meio-dia a médica verificou que havia dilatação suficiente para o parto e que a jovem pediu para que uma cesárea fosse feita.
No boletim consta que a médica perguntou pelo anestesista, mas ele teria informado que só chegaria no hospital por volta das 16 horas. A médica teria voltado a tentar o parto normal com uso do fórceps. Após o nascimento da filha, a jovem foi levada para o quarto do hospital, mas teve uma hemorragia.
Ainda segundo o G1, ela foi levada para um hospital de Sorocaba, também em São Paulo, mas morreu antes de chegar. A bebê passa bem.
Nas redes sociais, o Hospital São Luiz Boituva informou que “A Fundação Luiz João Labronici, mantenedora do Hospital São Luiz desde dezembro de 1963, em função do falecimento de uma parturiente na data de 26 de abril de 2019, vem por meio da presente nota de esclarecimento informar que tomou providências imediatas no sentido de apurar os fatos, por meio de Sindicância Administrativa interna.
Esclarece que deu início à oitiva dos colaboradores do nosocômio (médicos, enfermeiros, etc) na data de 29 de abril de 2019, da qual está participando a advogada da família da parturiente.
A Fundação Luiz João Labronici, que realiza em média 700 (setecentos) partos por anos, reforça que o ocorrido se tratou de um fato isolado, bem como que, ao longo de sua história, sempre procurou zelar pelas boas práticas”.