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Polícia

Mãe que matou o próprio filho por ser gay vai a Júri Popular

Perfil de Itaberli Lozano, nas redes sociais. Foto: Reprodução A Justiça de Cravinhos, no interior de São Paulo, decidiu submeter a júri popular a ...

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Perfil de Itaberli Lozano, nas redes sociais. Foto: Reprodução

A Justiça de Cravinhos, no interior de São Paulo, decidiu submeter a júri popular a mãe que matou o próprio filho, de 17 anos, por ele ser homossexual. Itaberli Lozano tinha 17 anos quando foi morto em 29 de dezembro do ano passado, após uma discussão com sua mãe, a gerente de supermercado Tatiana Lozano Pereira.

A vítima foi morta a facadas. Ele desapareceu no dia 29 de dezembro e seu corpo só foi encontrado no dia 7 de janeiro deste ano, carbonizado em um canavial. O reconhecimento só foi possível por meio de exame de DNA.

Além de Tatiana, foram acusados de participação no crime os jovens Victor Roberto da Silva, de 19 anos, e Miller da Silva Barissa, de 18.

De acordo com a Justiça, os três acusados responderão pelo crime de homicídio triplamente qualificado, já que o crime teria sido cometido por motivo torpe, meio cruel e sem dar chance de defesa à vítima. A mãe é acusada ainda de ocultação de cadáver.

Antes de desaparecer, o adolescente postou em sua rede social ter sido agredido e ameaçado pela sua mãe por ser gay. “Que tristeza as famílias sem um pingo de amor, nem a mãe por um filo. Família em primeiro lugar é o que há ahahah”, disse.

Para o Ministério Público, o motivo do crime foi homofobia, pois a mãe não aceitava a condição do filho em ser gay. Em depoimento, Tatiana teria dito que “não aguentava mais ele”, reclamando que o filho levava homens para casa e usava drogas.

A data do julgamento ainda será definida pela Justiça, que decretou sigilo no processo.

 

Weslei Radavelli, com informações de agências

 

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