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Mais de 400 quilos de cocaína foram parar nas praias do Espírito Santo e da Bahia entre os meses de maio e julho deste ano. O entorpecente foi jogado ao mar em bolsas náuticas por tripulantes de um barco pesqueiro de porte grande no início de março deste ano. De acordo com a Polícia Federal, a utilização de barcos para o tráfico internacional de drogas foi descoberta durante as investigações da Operação Mar Aberto.
A operação da PF de Santa Catarina foi deflagrada na manhã desta terça-feira (23). Cerca de 100 policiais federais cumpriram 20 mandados de busca e apreensão e prisão em cidades de Santa Catarina e Paraná, além de uma mandado de busca e apreensão em Itapemirim, no Sul do Estado.
De acordo com a corporação, barcos pesqueiros eram utilizados pela quadrilha para transportar cocaína do Brasil para países da África e Europa. Era em uma dessas embarcações que estavam 17 bolsas náuticas que foram parar no litoral dos estados do Espírito Santo e Bahia.
A embarcação originária da frota pesqueira de Itajaí (SC), estava sendo monitorada desde sua estada junto ao porto de Natal (RN), de onde partiu em 27 de fevereiro deste ano.
Segundo a PF, em aproximação ao litoral de Recife (PE), o barco pesqueiro teria sido carregado com 2.800 quilos de cocaína e seguiu viagem rumo à costa da África. No entanto, foi perseguida em alto mar pela Marinha do Brasil. Ao perceberem que seriam alcançados, a tripulação teria dispensado as bolsas náuticas que continham a droga em alto mar, não sendo possível a apreensão da carga ilícita naquela oportunidade.
A droga viajou pelo mar e entre maio e julho as bolsas começaram a aparecer em praias capixabas e baianas, onde foram encontradas pela população local. Até o momento, 17 dessas bolsas foram encontradas, totalizando 442 quilos de cocaína.