Um marceneiro, de 43 anos, apanhou de traficantes depois de chegar em casa bêbado e se recusar a tomar banho, na segunda-feira (21), no bairro Nova Itaparica, em Vila Velha.
Ao chegar na delegacia, a polícia descobriu que o marceneiro estava com um mandado de furto qualificado em aberto e ele acabou preso.
Segundo a mulher do marceneiro, 35, o marido saiu de casa por volta das 23 horas de domingo (20) e disse que iria ao bar próximo da residência comprar uma cerveja e já voltava. Contudo, ela relatou que o suspeito virou a noite no bar e estava com o celular desligado.
Por volta das 9h30 de segunda, o marceneiro voltou para casa e, de acordo com ela, chegou parecendo estar alucinado e descontrolado, gritando e brigando com vizinhos. A mulher relatou ter notado um pó branco no nariz do marceneiro e mandou ele ir tomar banho.
A mulher disse que o suspeito a mandou calar a boca. Ela tentou pegá-lo a força e levá-lo para o banho, mas ele a empurrou e xingou vizinhos. Em seguida, o marceneiro foi para o quintal da casa. Nesse momento, dois homens armados entraram na casa.
A mulher relatou que um dos bandidos colocou a arma na boca do marceneiro e mandou ele calar a boca, senão o mataria. Os traficantes ainda perguntaram a mulher se ela havia sido agredida pelo marido, mas ela disse que não e que havia acionado a Polícia Militar por conta do surto do marido.
Ao ouvir isso, os dois criminosos deram uma coronhada na cabeça do marceneiro e fugiram.
Os militares conduziram o casal ao Plantão Especializado da Mulher (PEM), em Vitória. A mulher apresentava lesões no braço por ter sido empurrada pelo marido, mas decidiu não representar criminalmente contra ele.
Contudo, na delegacia, foi descoberto que o marceneiro tinha um mandado de prisão em aberto por furto. Em depoimento, ele afirmou que estava cumprindo todas as imposições do regime aberto e que não sabia que estava com o mandado em aberto. Sobre o corte no supercílio e os machucados que apresentava pelo corpo, o marceneiro não soube informar como aconteceu. Ele foi encaminhado ao presídio.
Leone Oliveira