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“Marido foi quem negociou comigo a morte dela”, diz carpinteiro

Segundo a polícia, Dionathas foi quem atirou contra Milena no último dia 14. Fotos: Reprodução/Facebook O acusado de matar a médica Milena Gottardi ...

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Dionathas Alves Vieira e Milena Gottardi Tonini Frasson Segundo a polícia, Dionathas foi quem atirou contra Milena no último dia 14. Fotos: Reprodução/Facebook

O acusado de matar a médica Milena Gottardi Tonini Frasson, 38, o carpinteiro Dionathas Alves Vieira, 23, afirmou nessa quinta-feira (21), por intermédio da defesa, que quem tratou da morte da vítima diretamente com ele foi o policial civil Hilário Antônio Fiorot Frasson, 44 anos, em um encontro que os dois, junto com o intermediário Valcir da Silva Dias, tiveram em um posto de combustíveis, no bairro Laranjeiras, na Serra.

De acordo com o advogado Leonardo da Rocha de Souza, o seu cliente detalhou como foi o encontro e teria dito: “O marido (Hilário) foi quem negociou comigo a morte dela”. O encontro aconteceu entre 20 e 25 dias antes de Milena Gottardi ser executada a tiros.

Hilário Frasson O marido da médica, Hilário Frasson foi preso nessa quinta-feira (21). Foto: Thiago Coutinho/AT

O encontro foi intermediado por Valcir, que marcou com o policial, marido da médica.

“No dia do encontro, o Dionathas foi em um Gol branco, junto com Valcir, até o posto. E o policial (Hilário) chegou em uma picape S10 branca”, contou o advogado que defende Dionathas.

Ainda de acordo com o relato de Dionathas ao seu defensor, os acusados usaram de sinais para consolidar o encontro. “Após a chegada de Valcir e Dionathas, o policial Hilário chegou e, cerca de cinco minutos depois, piscou o farol para confirmar se eram os dois que estariam no Gol branco. Os dois então acionaram o alerta do Gol para confirmar. Valcir saiu, entrou na picape do policial e conversou durante um tempo”, detalhou.

Logo depois, foi a vez de Dionathas conversar com o marido da médica e acertar como seria o crime, mas acabou se assustando ao saber que Hilário era policial. “Depois que Valcir conversou com o policial, eles deram sinal para Dionathas entrar na picape e conversar com o policial. Foi quando ele disse que, ao entrar tomou um grande susto, pois no banco de trás da S10 estava um colete da Polícia Civil”, revelou Souza.

Os três não ficaram parados no posto tramando o crime. “Eles saíram e rodaram uns 15 minutos, enquanto o policial desabafava sobre a vida dele, e depois eles voltaram e cada um seguiu o seu caminho.”

Questionado sobre o que os três conversaram dentro da picape, Dionathas teria dito, segundo o advogado, que Hilário falou que “tinha que acabar com o sofrimento dela e que se eles não fizessem logo, ele mesmo faria!”.

A reportagem completa sobre esse caso você lê na edição desta sexta-feira (22) do jornal A Tribuna.

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