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“Meu filho era o meu troféu”, diz pai de jogador de futebol morto em saída de boate

O comerciante Orlenilson Freitas, de 50 anos, pai do jogador de futebol Pedro Ícaro Nunes de Souza, de 21, assassinado na madrugada de domingo (7), ...

Orlenilson não contrariou sua mulher deixou os filhos irem à boate onde houve a confusão

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Orlenilson não contrariou sua mulher  deixou os filhos irem à boate onde houve a confusão (Foto: Leone Iglesias/AT)O comerciante Orlenilson Freitas, de 50 anos, pai do jogador de futebol Pedro Ícaro Nunes de Souza, de 21, assassinado na madrugada de domingo (7), após sair de uma boate, em Coqueiral de Itaparica, Vila Velha, afirmou que o filho chegou a jogar em um time no Peru.

A Tribuna – Com quantos anos o Pedro começou a jogar futebol?
Orlenilson Freitas – Com cinco anos ele já jogava. Atuou em vários times, inclusive no Cruzeiro. Quando ele era adolescente e jogava no Atlético de Itapemirim, um torcedor o viu e o convidou para jogar no Peru. Ele aceitou e foi aos 16 anos. Quando  tinha 17, ele voltou para o Brasil. Ele estava prestes a assinar um contrato no Peru. Aqui ele conheceu uma menina, começou a namorar e não quis mais voltar para o Peru. Esse ano ele jogou no Tupy, de Vila Velha, e também no Vilavelhense, na série B.

Como era o seu filho?
Ele era o tipo de pessoa que, se chegasse em um lugar onde estavam 100 pessoas, ele fazia amizade com 101. Todo mundo gostava dele. Ele tinha o temperamento forte, mas também tinha um bom coração. Meu filho era o meu troféu, era tudo o que pedi a Deus. Ele herdou de mim querer cuidar as pessoas. Eu também já me envolvi em confusão para defender amigos.

Ele estava com contrato com algum time?
O campeonato estadual acabou e atualmente ele não tinha contrato. Mas estava treinando. Ele e o irmão montaram uma loja de açaí e ele também iria começar a fazer um curso de porteiro. Meu filho tinha muitos planos.

Pedro atuou no Tupy e no Vila Velhense (Foto: Reprodução/Redes sociais)O senhor viu seus filhos saindo na noite de sábado?
Eles pediram a mãe se poderiam sair e ela veio me contar. Eu não falei nada para não a contrariar. Quando meu telefone tocou, às 5h08, meu coração dizia que tinha acontecido alguma coisa. Eu atendi e ninguém falava nada, mas eu ouvi um princípio de confusão.

Como o senhor soube que o seu filho tinha sido baleado durante uma confusão?
Fiquei preocupado e fui até o DPJ de Vila Velha, pois moramos perto. Um policial conversou comigo e falou que tinha acontecido uma confusão e que tinha gente baleada. Depois um vizinho me ligou contando que era o Pedro. Mas eu não sabia que ele tinha morrido. Soube que o atirador tinha sido preso. Eu fiz questão de ficar cara a cara com quem atirou no meu filho.

O que o senhor disse a ele?
Falei: “eu gostaria que você olhasse no rosto do pai do menino que você atirou”. Ele olhou mas não sei o que o olhar dele significou. Não sei se ele queria me amedrontar ou se estava arrependido. Espero que ele tenha Deus no coração e que saiba que tirou a vida de uma boa pessoa. Me preocupo com meu outro filho, que viu tudo.

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