
Foram seis pontos de busca em Vitória, Guarapari e na Serra, nesta quarta-feira (14). Também foram cumpridos mandados no Rio e em São Paulo.
A suspeita do MPRJ é que a contratação emergencial de empresas para o fornecimento de alimentação ocorreu de forma ilegal, “sendo direcionados a determinadas empresas por meio do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos”.
“A partir da análise de diálogos interceptados durante as investigações, verificou-se que a Comissão Permanente de Pregão da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-RJ), sob o comando de uma pregoeira, uma das denunciadas, concedeu a outro denunciado a oportunidade de substituir documentos e elaborar peças que superassem a incompatibilidade com atestados técnicos”, explicou o órgão.
O MPRJ afirmou ainda que “de acordo com a denúncia, empresários, com o auxílio do então subsecretário adjunto de Infraestrutura da Seap-RJ e da pregoeira, valeram-se de práticas como a utilização de preços inexequíveis e a formação de estruturas e redes de distribuição empresariais próprias, para fraudar o processo legal de fornecimento de alimentos no Complexo de Gericinó”.
A operação contou com a atuação do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).