Após discutir com um homem que usava drogas na frente de crianças, no bairro Aparecida, em Cariacica, o pedreiro Adriano Roberto Foca, de 36 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça. O crime ocorreu na rua Geneci Baía, onde a vítima morava, durante uma festa, na noite de domingo (1º). O suspeito do homicídio não foi preso.
De acordo com investigadores do Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime ocorreu por volta de 23 horas.
O bairro onde o morador foi morto é um dos contemplados pela presença da Força Nacional de Segurança (FNS), que iniciou os trabalhos do Programa de Enfrentamento a Violência, do governo federal, na sexta-feira.
Testemunhas afirmaram que Adriano participava da festa de aniversário que era realizada na rua.
Em determinado momento, a vítima viu um homem – que não foi identificado por moradores – fazendo uso de drogas na frente de crianças. Inconformado com a cena, o pedreiro foi até o desconhecido tirar satisfação.
Ainda de acordo com testemunhas, os dois discutiram por alguns segundos e o homem foi embora. Adriano continuou na festa e, momentos depois, foi atingido por um tiro na cabeça. A suspeita da polícia é de que o homem tenha voltado para matar a vítima.
Adriano chegou a ser socorrido por vizinhos e levado, em um carro particular, ao Hospital Estadual de Urgência Emergência (HEUE), em Vitória. Porém, ele não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 1 hora de ontem.
O suspeito de ter efetuado o disparo não foi mais visto na região. Testemunhas afirmaram que ele não era conhecido no bairro. O calibre da arma usada no crime não foi informado pela polícia.
“Eu nem ouvi o tiro. Foi minha filha que me avisou. Quando fui até a rua, vi o homem caído no chão. Eu e mais duas pessoas colocamos ele no meu carro e o levamos até o hospital. Ele ainda estava vivo, estava respirando, mas não falava nada. Eu pedia a Deus que a vontade dele fosse cumprida e que ele tivesse misericórdia”, relatou um motorista de aplicativo, de 50 anos, que não quis se identificar.
Ele destacou que Adriano era querido na região. “Eu o vi crescer aqui no bairro. Sempre foi uma boa pessoa. Era um homem tranquilo e que gostava de ajudar o próximo”.
