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Polícia

Motorista é esfaqueado por vizinho

Um motorista, de 51 anos, foi esfaqueado pelo vizinho enquanto saía para trabalhar, na manhã desta segunda-feira (15), em Nova Carapina I, na Serra. ...

Florisvaldo Gomes Moreira

Última atualização

Um motorista, de 51 anos, foi esfaqueado pelo vizinho enquanto saía para trabalhar, na manhã desta segunda-feira (15), em Nova Carapina I, na Serra. O motivo das agressões seria uma discussão antiga, que aconteceu em fevereiro. Desde então, Florisvaldo Gomes Moreira vinha recebendo ameaças.

Era por volta das 5h quando o motorista saiu de casa. Ele estava abrindo a porta do ônibus, em que sairia para trabalhar, quando sentiu o primeiro golpe.

“Ele veio pelas minhas costas com o facão, foi de surpresa. Ele partiu para me matar, nem falou nada. Tentei me defender, chutando e empurrando ele, até que caí no chão atrás do ônibus”, contou o motorista.

A mulher e o irmão de Florisvaldo ouviram o barulho e começaram a gritar ao verem a cena, foi quando o suspeito, que é dono de um bar, fugiu correndo pela rua.

Florisvaldo Gomes Moreira (Foto: Júlia Afonso)

De acordo com a vítima, o motivo para as agressões seria uma discussão que aconteceu no início do ano. “Ele costuma jogar fezes e xixi de cachorro na minha calçada. Em fevereiro, eu o chamei e disse que queria falar com ele, mas ele disse não tinha conversa, me xingou e deu uma garrafada”, lembrou o motorista.

Na ocasião, o comerciante teria agredido a mulher de Florisvaldo. “Depois da garrafada ele pegou um facão e começou a correr atrás de mim. Minha esposa foi atrás e ele a atacou nas pernas com o facão. Nós registramos a ocorrência e entregamos a faca para a polícia”, ressaltou.

O motorista foi atingido na cabeça, onde teve que levar 15 pontos, no pulso, braço e na perna. Ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (Upa) de Carapina, e recebeu alta na mesma manhã.

A equipe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esteve no local para fazer buscas pelo suspeito, que ainda estava foragido até a publicação desta matéria.

Agora, o que Florisvaldo espera é que o vizinho seja punido. “Quero ver ele atrás das grades, ele tem que pagar pelo que fez. Ele está aqui há 2 anos e já arrumou confusão com várias pessoas. Minha salvação foi a bota que eu estava usando, para conseguir me defender das agressões, e Deus para me ajudar”, ponderou.

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