
Dentre as vinte pessoas estão duas advogadas, um homem que está preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, Rondônia, e uma pessoa que está em prisão domiciliar.
As investigações, realizadas pela Polícia Civil, foram realizadas com base em quebras de sigilos bancário e fiscal dos denunciados e interceptações telefônica e telemática. O grupo utilizava a participação de terceiros para ocultar bens e valores ligados à organização criminosa, captados de forma ilícita.
“Os denunciados, de forma livre, consciente e voluntária integraram, de maneira organizada e estável, núcleo financeiro de organização criminosa com a finalidade de praticarem crimes de lavagem de dinheiro, cujas condutas de ocultação e dissimulação de recursos passamos a individualizar”, diz a denúncia.
Uma das formas que o grupo utilizou para lavar o dinheiro foi a instalação de uma loja, na Serra, voltada para a venda de itens pessoais. Também foram comprados imóveis e automóveis.
“Após análise de notas fiscais emitidas pela empresa, conforme verificado pelo relatório de fls. 948-962 e anexos do procedimento de quebra de sigilo fiscal n.º 0010182-13.2019.8.08.0024, verificou-se a emissão de notas fiscais eletrônicas (NF-e) tendo como destinatária a própria denunciada, conforme demonstrado abaixo, destacando a nota emitida no valor de R$ 11.407,00, com clara incompatibilidade em relação aos rendimentos da denunciada (ato típico de lavagem de capitais)”, aponta a denúncia.
Os denunciados terão um prazo para apresentar sua defesa e as testemunhas foram intimadas para prestar depoimento. A Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo e do Rio de Janeiro foram oficiados para que se pronunciem sobre as duas advogadas denunciadas.
O Ministério Público pediu ainda “os bloqueios de bens e valores existentes nas contas bancárias dos denunciados, inclusive visando ao pagamento dos danos coletivos causados a ser arbitrado pelo Juízo” e que “sejam mantidas as medidas cautelares diversas da prisão determinadas até o presente momento, na sua integralidade”.