Indignados com a morte de Franciane Bueque da Silva, 33, familiares da garçonete estiveram na delegacia na noite de quinta-feira (27) e pediram por justiça. A vítima estava com o motoboy Webster Luiz Santos Lopes, 29 anos, que ficou ferido.
Para o tio de Franciane, Gilmar Bueque, 51, a morte dela não pode ser considerada um acidente de trânsito.
“Isso não foi um acidente, foi um assassinato. Foi uma barbaridade o que aconteceu. Ela passou em cima dos dois. Discussão no trânsito é uma coisa boba. Nada leva ao caso de tirar a vida de uma pessoa. Os filhos (de Franciane) estão em casa, chorando, pela morte da mãe”, disse o tio.
A tia Angelita Bueque, 49, contou que era Franciane quem cuidava sozinha dos filhos e da mãe.
“Queremos justiça. Ela sempre foi pai e mãe para os filhos, e era a mãe da mãe dela. Neste momento, ela estava correndo atrás de uma cirurgia do coração para a mãe. E agora como ficamos? Ela era uma guerreira. Criou os filhos sozinha. Não poderia ter morrido dessa maneira. Uma jovem que tinha um futuro brilhante pela frente foi morta por uma mulher desiquilibrada. Ela tem que ser tratada. Um carro na mão de uma pessoa dessa é uma arma”, afirmou.
A motorista foi presa e levada para o DPJ de Guarapari. Ela foi autuada por duplo homicídio doloso no trânsito, que é quando o condutor mata ou assume o risco de matar outra pessoa. Se condenada, ela pode pegar até 20 anos de prisão.
