Um padre e um policial militar foram parar na delegacia após uma perseguição na noite de quinta-feira (20) em Jacaraípe, na Serra.
O padre tinha encerrado uma missa por volta das 21 horas no Bairro de Fátima, no mesmo município. Ele e um amigo decidiram comer um lanche em Jacaraípe e depois compraram um açaí. Foi quando os dois tomavam açaí dentro do carro que a confusão começou. Isso porque eles estavam na rua onde mora um policial que sofreu um atentado há 3 dias.
O PM estava chegando do supermercado com a esposa quando viu o carro andando muito devagar próximo à casa dele. O policial deixou a esposa em casa e resolveu fazer o acompanhamento ao carro.
O padre e o amigo também começaram a desconfiar do veículo do policial. Eles acharam que estavam sendo seguidos. Quando estavam na avenida Abdo Saad, o padre pediu para o amigo filmar a placa do carro. De acordo com o boletim de ocorrência, quando o homem colocou o celular para fora da janela, o policial pensou que fosse uma arma e efetuou dois disparos na direção do veículo.
Assustado, o padre deu marcha ré, subiu em cima de uma calçada e chegou a quebrar o retrovisor do carro ao atingir um poste. Ainda segundo a ocorrência, o PM deu ordem de parada, mas o padre não teria percebido que se tratava de um militar, continuou acelerando e o PM atirou mais duas vezes.
O policial voltou para casa para ver se a mulher estava bem e ela já havia acionado a PM. O padre também acionou o Ciodes informando a situação.
Um cerco foi feito e a PM localizou o carro do padre em Jardim Camburi, Vitória, quando ele já estava chegando em casa. O padre e o PM deram suas versões e todos foram para prestar esclarecimentos na 3ª Delegacia Regional da Serra. Ninguém ficou ferido.
Na manhã desta sexta-feira (21), o policial militar afirmou que não houve disparos. À reportagem de A Tribuna, ele disse que viu o veículo parado na rua dele e, com receio do que aconteceu há três dias, ele consultou a placa, acionou o Ciodes e acompanhou o veículo. O PM afirmou que quando chegou na avenida Abdo Saad, ele desceu do carro, deu voz de parada e o motorista parou. Ele disse que os ocupantes levantaram as mãos e ele constatou que não se tratava de nenhum suspeito.