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Polícia

Pai usou produto químico para envenenar filho de 7 anos

O pai de um menino de 7 anos que foi parar no hospital após ingerir uma vitamina foi preso na manhã de ontem, em Castelo, no Sul do Estado, acusado ...

Auxiliar de produção foi levado para realizar exames antes de ser transferido para presídio.

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Auxiliar de produção foi levado para realizar exames antes de ser transferido para presídio. (Foto: Alessandro de Paula)O pai de um menino de 7 anos que foi parar no hospital após ingerir uma vitamina foi preso na manhã de ontem, em Castelo, no Sul do Estado, acusado de envenenar a criança. O objetivo dele, segundo a polícia, era reatar o casamento com a mãe do garoto.

O auxiliar de produção, de 35 anos, chegou a negar o crime, mas, segundo a polícia, depois confessou que colocou um produto químico na caixa de vitamina e a entregou para o filho beber. O produto usado ainda não foi identificado.

“Ele alegou que colocou um produto químico na bebida com a esperança de chamar a atenção da ex-mulher e, com isso, conseguir reatar o romance”, disse o delegado Marcelo Meurer.

O menino tomou a bebida no dia 24 de setembro, na casa do pai. Na ocasião, o suspeito alegou que comprou a vitamina em uma padaria e a deu para o filho. Ele chegou a registrar um boletim de ocorrência na delegacia.

“Assim que ele tomou, aquilo queimou a boquinha dele. Ele gritou e cuspiu a bebida. Fiquei desesperado, pois saía muito sangue”, disse o pai, na ocasião, em entrevista para A Tribuna.
O delegado destacou que logo no início das apurações percebeu algumas inconsistências nos depoimentos do pai e desconfiou da história.

“Estudamos o processo de produção da bebida e concluímos ser improvável que, em um lote de 75 mil unidades, apenas uma apresentasse esse tipo de problema”. O delegado disse ainda que, em visita à casa, encontrou uma seringa e uma colher com um pó branco.

Após o parecer do Ministério Público Estadual, o delegado pediu a prisão temporária de 30 dias do pai, que foi concedida pela Justiça.

O mandado saiu no início do mês, porém, em função da legislação eleitoral, não foi possível prendê-lo antes. “A lei não permite prisão cinco dias antes e nem dois dias depois da data das eleições, a não ser em flagrante e crime inafiançável. Por isso, aguardamos o transcorrer desse prazo”, explicou.

Segundo a polícia, ao perceber a chegada dos policiais a sua casa, o auxiliar de produção tentou se esconder em um terreno vizinho.

O delegado informou que o acusado responde por tentativa de homicídio qualificado e foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cachoeiro de Itapemirim na tarde de ontem.

O nome do pai não está sendo divulgado para preservar a criança.

Menino já recebeu alta e está em casa com a mãe

Após 11 dias internado, o menino de 7 anos que, segundo a polícia, foi envenenado pelo pai, teve alta na última sexta-feira e está em casa, com a mãe.

A família ressaltou que a criança se recupera bem, mas tem dificuldade para se alimentar, devido a ferimentos na boca e na garganta.

O menino passou por três hospitais e chegou a ficar na UTI. Exames constataram que ele teve lesões na cavidade oral e edema de língua e de lábios. Não houve ferimentos no esôfago e no estômago.

No último dia 24, quando o menino foi hospitalizado, o pai culpava a fabricante do produto.
Confiando na informação do ex-marido, a mãe da criança, na ocasião, usou as redes sociais para relatar o drama. “Por causa desses irresponsáveis, meu filho está na UTI… estou destruída, gente. Orem pelo meu príncipe”, destacou.

A mãe do menino esteve na delegacia ontem. Ela estava muito revoltada e foi orientada pelos policiais a voltar para sua casa.

Laudo

A vitamina ingerida pela criança foi encaminhada para o laboratório de toxicologia forense da Polícia Civil para que o componente químico usado pelo pai da criança seja identificado. O laudo deve ficar pronto na próxima semana. O pai não disse qual produto teria colocado na bebida.

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