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PESQUISOU SOBRE ATAQUES

Pais dizem que adolescente investigado tinha vida social, mas “vivia no celular”

Menor de 13 anos planejava um ataque a uma escola nos próximos dois anos

Uma "arma" de madeira foi apreendida na casa do adolescente. Em uma das conversas, falou em usar um revólver calibre .32

Última atualização

A manhã desta quinta-feira (02) foi de surpresas para os pais de um adolescente de 13 anos, morador de Cariacica. O menor fez pesquisas e planejava promover o ataque a uma escola do Espírito Santo nos próximos dois anos. Os pais não sabiam deste “interesse” do adolescente e afirmaram à polícia que ele não era introspectivo, tinha vida social, mas que “vivia no celular”.

O caso foi descoberto depois que a Homeland Security Investigations (HSI), um órgão dos Estados Unidos, comunicou que o adolescente de Cariacica fazia pesquisas sobre ataques a escolas e que já havia estudado outros casos registrados no Brasil. Além do capixaba, o órgão detectou um outro adolescente de 15 anos, em Minas Gerais, e um jovem de 21 anos, morador do Pará.

Os três casos foram comunicados à Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SEOPI-MJSP), através do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB), que repassou o alerta às Secretarias Estaduais de Segurança Pública. 

À Delegacia de Repressão à Crimes Cibernéticos, os pais do adolescente se mostraram surpresos com o fato. Disseram que ele ficava muito tempo no celular, que não era introvertido e que tinha uma vida social “normal”, não demonstrando qualquer sinal que estava passando por esta situação. 

 













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Ainda segundo a polícia, as notas baixas registradas pelo adolescente, em outubro deste ano, o fez “perder o sentido da vida” e pesquisas sobre os atentados na internet. Ele chegou a trocar conversas com o adolescente de 15 anos sobre o tema.

“Importante frisar que no caso específico de hoje era um adolescente normal, não sofria bullying, não se auto mutilava, os pais não desconfiavam de nada, e confessou para nós que realmente tinha essa ideia e não se tratava de uma brincadeira. Ele planejava cometer esse atentado em até 2 anos, usando arma de fogo. Não especificou a escola”, afirmou o delegado Brenno Andrade.

Na casa do adolescente, a polícia apreendeu o celular dele e uma arma de madeira. Ele não foi detido, mas será investigado pelos crimes de incitação ao crime e apologia. Além deste adolescente de Cariacica, outras duas pessoas foram alvos desta operação: um adolescente de 15 anos, morador de Minas Gerais, e um jovem de 21 anos, morador do Estado do Pará.

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