
A informação foi confirmada por fontes ligadas à apuração do caso. Elas explicaram que o acusado não é obrigado a comparecer.
Na última terça, o Ministério Público do Estado (MP-ES) devolveu à Polícia Civil o inquérito, pedindo investigações complementares. O documento havia sido concluído pela polícia no último dia 29 e entregue ao MP-ES para considerações.
Sobre essas investigações complementares, a promotora do caso, Rachel Tannenbaum, informou que não pode informar o conteúdo das diligências.
“São diligências complementares. Mas isso é comum, ainda mais que a prisão é temporária, que é uma prisão instrumental, utilizada justamente para isso, para colher elementos”, explicou.
Sobre o retorno do inquérito, o delegado André Jaretta disse que não irá se manifestar porque o inquérito já foi encaminhado ao MP-ES, e segue em sigilo.
“A resposta da polícia foi dada de forma eficiente, com esclarecimentos detalhados. A partir do momento em que foi encaminhado ao MP com o relatório final, a Polícia Civil encerrou o trabalho dela”, informou.
O advogado Helbert Gonçalves, que faz parte da junta de advogados que atuam na defesa de George, comunicou que não tem informação sobre o retorno do inquérito. “Conseguimos obter a cópia do inquérito. Estivemos na cadeia, e o George está extremamente abatido e deprimido”.
Duas mulheres foram ouvidas ontem na 16ª Delegacia Regional de Linhares. Uma delas foi funcionária de George, no salão de beleza que ele teve há três anos no bairro Interlagos.
Também advogada do pastor, Milena Freire contou que ainda foi solicitado depoimento da diretora da escola onde as crianças estudavam e de uma professora.