
A morte dele intriga a polícia. A vítima, que sumiu no domingo, foi encontrada sem roupa, já em estado de decomposição na tarde de segunda, perto da linha férrea, no bairro Baixo Monte Cristo. Seu carro, um Fiat Pálio branco, palca AKM 6744, não foi localizado.
“Meu irmão era uma pessoa de boa índole, conduta exemplar, não tinha rixa, inimigos ou dívida. Era uma pessoa tranquila, não usava drogas, nem tinha vício algum. Estamos em choque”, lamentou a irmã, Luziene Campos.
Luziene explicou que Jobel saiu de onde morava, na localidade de Antas, zona rural de Atílio Vivácqua para lhe dar carona. Ele a deixou em casa, às 17h30, no bairro Santo Antônio, em Cachoeiro e voltou.
“Me deixou no portão de casa. Dei tchau, falei vai com Deus. Mas nunca imaginava isso. Por volta de 4 horas, eu estava trabalhando no hospital, quando meu filho ligou dizendo que Jobel não tinha chegado”, comentou.
Preocupada, a família fez buscas em hospitais e na delegacia. Também espalharam fotos de Jobel nas redes sociais pedindo ajuda para localizá-lo.
Na manhã de segunda-feira, uma gari encontrou roupas e documentos da vítima enquanto varria a rua no bairro Teixeira Leite. Já o corpo de Jobel foi localizado por volta de 17 horas em outro bairro, no Baixo Monte Cristo, a cinco quilômetros do local.
Em outubro de 2017 uma prima de Jobel foi atropelada e morta, no mesmo bairro, após ser perseguida pelo ex-marido.
O delegado de Homicídios e Proteção à Pessoa, Felipe Vivas, informou que a polícia está investigando o caso, mas ainda não há suspeitos ou motivação. Ele ressaltou que aguarda laudo do Instituto Médico Legal (IML) para detalhar como a vítima foi morta.

