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Polícia

Pedreiro é acusado de agredir a namorada, a sogra e a cunhada em Cariacica

Uma atendente de telemarketing, de 32 anos, teve o pé quebrado pelo namorado durante uma confusão em Nova Campo Grande, Cariacica, no final da tarde ...

Bairro Nova Campo Grande, em Cariacica

Última atualização

Uma atendente de telemarketing, de 32 anos, teve o pé quebrado pelo namorado durante uma confusão em Nova Campo Grande, Cariacica, no final da tarde de quinta-feira (3). O acusado, um pedreiro de 31 anos, ainda teria agredido a mãe e a irmã da vítima, com quem se relacionava há dois meses.

Toda a confusão começou por volta das 15h, quando o homem, a namorada dele, a sogra e a cunhada estavam em um bar bebendo. “Por uma crise de ciúmes ele levantou a mão para a minha filha. Não gostei e dei uns empurrões nele. Isso passou e eu vim embora para casa”, contou a mãe da vítima, que é comerciante e tem 55 anos.

No caminho de casa, ela foi surpreendida pelo genro, que, segundo ela, estava armado com uma faca e um revólver. “Ele me derrubou no chão e eu fiquei toda ralada. Um rapaz entrou no meio e falou para eu correr, senão ele ia me matar, já que estava com a faca”, lembrou a comerciante.

Ela foi para casa, mas percebeu que tinha esquecido a chave, então voltou para o bar. No meio da rua, se deparou com uma nova discussão entre o genro e a filha. “Ele veio para cima de mim, minha filha e minha enteada entraram no meio e deu no que deu”, relatou a comerciante.

Bairro Nova Campo Grande, em Cariacica (Foto: Fábio Nunes/ AT/ 05/06/2021)

Com uma faca na mão, o pedreiro teria ferido a cunhada no peito. Depois, teria dado um soco, chutes e uma rasteira na namorada, que caiu e acabou quebrando o pé.

Quando a polícia chegou ao local do crime, o acusado tinha corrido para dentro da própria casa. Os militares chamaram por ele, que apareceu na porta com duas facas na mão e entrou novamente, tentando se esconder embaixo da cama. Ele foi detido e, apesar de assumir as agressões, negou a informação de que estaria armado.

A namorada foi levada pelo Samu até o Hospital Antônio Bezerra de Faria, em Vila Velha, onde segue internada. A mãe dela contou que, em dois meses de relacionamento, essa não foi a primeira vez que a filha sofreu agressões.

“Ele já tinha batido nela. Meu sentimento é de muita tristeza, me senti muito mal. É difícil a gente ver alguém batendo na filha da gente. Acho que qualquer mãe faria o que eu fiz”, desabafou.

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