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Morte em cerimonial

PM é preso acusado de matar produtor rural em festa

Romário Costa Ramos, de 30 anos, morreu após ser baleado em uma casa de eventos de Ecoporanga, no Norte do Estado

O produtor rural Romário Costa Ramos, tinha 30 anos

Última atualização

O produtor rural Romário Costa Ramos, de 30 anos, foi morto a tiro na madrugada de ontem, em uma casa de  eventos de Ecoporanga, no Norte do Estado. O suspeito do crime é um policial militar, que foi preso após se apresentar na delegacia, à tarde, em Vitória.

 













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Segundo testemunhas, Romário não era o alvo do disparo e estaria tentando impedir que o militar entrasse armado no cerimonial. Já segundo a defesa do militar, houve um disparo acidental quando teriam tentado tomar a arma do policial. 

De acordo com o boletim de ocorrência, militares foram acionados para ir ao  Hospital Fumatre, em Ecoporanga, após a informação de que Romário havia sido baleado. 

Quando a polícia chegou, o produtor rural já estava sendo transferido ao Hospital Estadual Alceu Melgaço Filho, em Barra de São Francisco.  Mas ele não resistiu aos ferimentos.

Algumas testemunhas comunicaram à polícia que estavam na festa quando ouviram um barulho de  disparo e, depois, viram Romário caído no chão. 

Um dos presentes no hospital disse aos  policiais que, durante a festa, foi ao banheiro e teve um  desentendimento com um homem, que teria mostrado para ele um objeto semelhante a uma arma de fogo.  

Ao consultar o nome dado pela testemunha, a polícia identificou que esse homem era um policial, do  7º Batalhão da PM, em Cariacica. 

Ainda segundo a ocorrência,  a família desse policial  mora no distrito  de Vila da Prata, em Ecoporanga. Chegando lá, militares fizeram contato com o pai do policial, que  informou que seu filho estava a passeio na cidade e teria saído de sua casa  por volta das 20h30 de sábado. 

Durante a presença da PM no local,  o policial acusado fez contato  com a mãe por telefone e, em seguida, pediu para falar com o comandante do policiamento para dizer que se apresentaria posteriormente para esclarecimentos.

Na tarde de ontem, o militar compareceu ao Departamento de Homicídios em Vitória, onde teve a prisão preventiva decretada.

A Policia Civil informou, em nota, que “representou pela prisão preventiva contra o suspeito por ter fugido do local do crime”. Já a Polícia Militar, também em nota, disse que ele “encontra-se recolhido no presídio militar à disposição do Poder Judiciário. A Corregedoria também analisará o fato”.

“Disparo acidental”, diz associação

O militar acusado de matar o produtor rural Romário Costa Ramos compareceu ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, acompanhado do advogado Maxson Conceição Mota Souza, da Associação de Cabos e Soldados (ACS).

Segundo o advogado, o militar estava na região de Ecoporanga para passar as férias na casa dos pais quando foi participar de uma festa no cerimonial e precisou usar o banheiro. 

“Quando ele foi usar o banheiro, houve uma certa dificuldade da permissão de acesso. Foi quando os usuários  perceberam que o militar estava em posse de arma de fogo. Quem tentou tomar a arma dele foi contido por outras pessoas e o militar saiu do banheiro”, disse o advogado.

Após a confusão no banheiro, o militar, ainda segundo o advogado, procurou outros amigos que estavam na festa para chamá-los para saírem do local.

“Quando ele estava saindo, um outro indivíduo, que seria amigo das pessoas que brigaram no banheiro, tentou novamente tomar a arma do militar. Nesta nova confusão, houve um disparo de forma acidental. Para evitar uma nova confusão, ele saiu do local”.

Maxson ainda explicou que o militar só soube que o disparo atingiu o produtor rural após sair do local. Além disso, o militar teria saído da festa para evitar um tumulto maior e, então, procurou assessoria jurídica da Associação de Cabos e Soldados para auxiliar nos esclarecimentos. 

O militar foi preso preventivamente no quartel da PM.

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