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CRIME

Polícia capixaba pede ajuda à Interpol para caçar acusado de incendiar cartório

Empresário é apontado pela polícia como mandante de incêndio em Itapemirim. Ele está morando na Europa e pode ser extraditado

Incêndio no cartório de Itapemirim destruiu 90% dos documentos
Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

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A Delegacia de Itapemirim, no Sul do Estado, pediu ajuda à Interpol e Polícia Federal para caçar na Europa o empresário goiano acusado de ter sido o mandante do incêndio que destruiu o cartório de registro civil do município no dia 4 de maio.

“Solicitamos ao juiz para recambiar o empresário, que está fora do País. Pedimos apoio para que Interpol e Polícia Federal apoiem as buscas e façam a extradição”, disse o delegado Djalma Pereira.

O motivo do crime, segundo o delegado, foi destruir um documento que teria sido utilizado pelo empresário para buscar a naturalização italiana. Um ex-tabelião do cartório, de 62 anos, teria emitido, com informações falsas, uma certidão de nascimento para o empresário.

Ainda de acordo com Djalma, a investigação apontou que o mandante, por meio de um possível “despachante” brasileiro radicado na Itália, iniciou um processo de reconhecimento de cidadania italiana com os documentos falsos fornecidos pelo ex-tabelião, que trabalhou no cartório de Itapemirim até 2020.

Esse despachante, inclusive, facilitava o mesmo tipo de negociação no auxílio de aluguel de imóveis para outros brasileiros ao adquirir cidadania no país europeu, ao custo de 25 mil euros.

“Houve desvio de mais de mil folhas de papéis oficiais para fazer certidões. Chegamos a apurar em dois cartórios da cidade que foram utilizados para fins de fraude”, relatou o delegado.

O inquérito do caso do incêndio criminoso do cartório foi concluído na última terça-feira. Além do empresário goiano e do ex-tabelião do município, outros dois homens foram indiciados pela participação no crime. “Após informação de que o processo de cidadania estaria irregular, o mandante contratou dois homens de Goiás para incendiar o cartório, com o intuito de que a fraude não fosse constatada”, contou Djalma.

Os dois homens contratados em Goiás e o ex-tabelião já estão presos. Já o empresário estaria ilegalmente na Bélgica.

Advogada em escritório de traduções juramentadas de italiano, Rita Herzog afirmou que a cidadania italiana é a mais buscada por conta da facilidade.  “É a mais procurada. Ela é garantida a um grande número de parentes dos italianos que vieram para o Brasil”.

Entenda o caso

 













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– No dia 4 de maio, o cartório de registro civil de Itapemirim foi incendiado. As chamas destruíram o imóvel e 90% dos documentos.

– No dia 5 de maio, a Polícia Civil iniciou as investigações, já com a suspeita de incêndio criminoso por causa de dois suspeitos vistos nas imagens de segurança.

– Nos dias 10 e 11 de junho, os dois suspeitos foram presos em Goiás.

– No dia 22 de setembro, um ex-tabelião do cartório de Itapemirim foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, enquanto esperava voo para Inglaterra.

– No dia 27 de setembro, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou um empresário goiano, o ex-tabelião e os dois incendiários.

– O motivo do crime, segundo a polícia, foi destruir um documento que teria sido utilizado pelo empresário para buscar a naturalização italiana. 

Fonte: Polícia Civil.

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