
O exame que vai dizer o que causou a morte da capixaba Thayane Milla Mendes, de 21 anos, e das mineiras Michele Santana Ferreira, de 28 anos, e Lidiana Neves Santana, de 16, será realizado nesta segunda-feira (29).
As três foram mortas em Portugal, e os corpos encontrados na última sexta-feira (26). Elas estavam desaparecidas desde fevereiro.
“É bom saber o que aconteceu. Se foi tiro, se foi asfixia. Mas eu não quero saber detalhes. Se ela sofreu, por exemplo”, disse a mãe de Thayane, a auxiliar de serviços gerais Tânia Maria Mendes.
Ela acredita que a filha tenha sido morta próximo ao dia 2 de fevereiro. “No dia 1º, a Thayane e a Lidiane fizeram uma postagem no Facebook. Depois não postaram mais. Então acredito que tenha sido próximo a esse dia.”
Tânia contou que desde então os dias têm sido difíceis, e que gostaria que os restos mortais da filha fossem trazidos para o Brasil. “Ninguém entrou em contato comigo ainda. Tenho de saber como é esse processo. Mas não tenho dinheiro para arcar com os custos, se for necessário.”
Sobre o fato de uma das linhas de investigação da polícia apontar que as mortes de Thayane e Lidiana podem estar associadas à homofobia por parte do principal suspeito do crime – Dinai Alves Gomes, 28, que era companheiro de Michele –, ela afirma: “O maior motivo foi o fato de a Michele estar grávida. Ele já estava ameaçando a Michele de morte antes, porque tinha outra mulher. O fato de Thayane e Lidiana namorarem pode ter agravado a situação com ele, mas não foi o motivo principal”, disse Tânia.
Os corpos das brasileiras foram encontrados em um tanque de dejetos, em um hotel para animais onde o suspeito do crime trabalhava. Dinai é procurado pela Polícia Federal no Brasil.