Nos primeiros seis meses de 2019, a Polícia Militar prendeu 17.959 pessoas no Estado. São quase 100 pessoas detidas por dia nas 78 cidades capixabas. Ainda foram cumpridos 2.038 mandados de prisão expedidos pela Justiça e realizadas 321 ordens de busca e apreensão de menores.
Entre as cidades com maior número de prisões e apreensões de menores, Cariacica lidera com 1.917 conduzidos para as delegacias nos seis primeiros meses do ano.
O município da Serra vem em seguida, com 1.786 prisões. Já a capital, Vitória, teve 1.687 detidos. Dentre as cinco primeiras cidades do ranking, apenas uma está fora da região metropolitana. Colatina ocupa a 4ª posição com 1.458 pessoas retiradas das ruas pela PM.
O balanço do primeiro semestre feito pela corporação foi fechado este final de semana e mostra que 1.686 armas foram apreendidas entre janeiro e junho, com 21.646 operações realizadas.
Outro número que chama a atenção é o de abordagens a ônibus. Em seis meses a PM fez 7.144 abordagens policiais no transporte público.
O levantamento mostra ainda que houve uma redução de 32% nos registros de roubo de veículos no Espírito Santo, comparando com igual período do ano passado.
Na avaliação do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Moacir Barreto, os resultados mostram que o trabalho desenvolvido pela Polícia Militar, naquilo que lhe compete enquanto instituição responsável pelo policiamento ostensivo preventivo, tem sido bem realizado.
“Temos atuado de forma integrada com os órgãos que compõem o sistema de Segurança e Justiça para reduzir os índices criminais e proporcionar maior sensação de segurança a toda sociedade”, avalia o comandante, que assumiu o comando da corporação em janeiro.
Sobre os casos em que criminosos são presos e soltos logo após, o coronel comentou que a impunidade favorece a reincidência criminal, afligindo o cidadão de bem.
“A Polícia Militar e as outras instituições que compõem o complexo sistema de segurança pública apenas cumprem o que a lei determina. Caberá ao Legislativo da União enfrentar esta questão.”
O comandante ressalta que é importante que a sociedade participe dessa discussão. “Há um claro apoio popular às mudanças na legislação penal que garantam a exclusão do seio social daqueles que praticam crimes graves.”

