Um dos suspeitos de terem atacado uma rua com usuários de drogas na Vila Rubim, em Vitória, foi preso na terça-feira (14) em Porto Novo, Cariacica. Na ocasião, duas pessoas foram mortas e nove baleadas.
O crime aconteceu em 15 de março deste ano. Quatro criminosos em duas motos atiraram pela rua e depois fugiram. “Na noite anterior aconteceu um homicídio em Porto Novo e percebemos que essa era a motivação para as motos terem ido até a Vila Rubim”, explicou a delegada Raffaella Aguiar, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM).
Os atiradores são envolvidos com o tráfico do Morro do Quiabo, em Porto Novo, e queriam vingar a morte causada por uma disputa de território, na noite anterior, executada por criminosos do Complexo da Penha. A informação foi confirmada no dia seguinte ao ataque da Vila Rubim, em coletiva na Secretaria Estadual da Segurança (Sesp).
O suspeito preso na terça, em casa, tem 25 anos e já teve passagem criminal por tráfico. Em depoimento, ele negou todas as acusações. “Ele respondeu prontamente quando perguntamos onde ele estava nos dias 14 e 15 de março, o que causou estranheza, ninguém se lembra tão rapidamente assim”, ponderou a delegada.
Agora, a polícia segue atrás dos três foragidos. Um deles já foi identificado e está com prisão decretada. “Pedimos ajuda da população de Porto Novo. Entendemos que eles podem ter medo de nos passar informações pessoalmente nesses locais, mas podem utilizar o 181 de forma anônima”, ressaltou Aguiar.
Uma das vítimas mortas durante o ataque, uma mulher, segue até hoje sem identificação. O outro era Carlos Eduardo Lopes, de 18 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital, horas depois do crime.
Apesar de no local do ataque ter mais usuários do que traficantes de fato, a intenção dos bandidos era enfraquecer o comércio de drogas do Complexo da Penha feito ali. “O tráfico de modo geral é muito covarde e cruel, acaba fazendo com que toda a população que está ao redor sofra. O objetivo ali era prejudicar a venda e também chamar a atenção da polícia para o local”, garantiu a delegada.
