As polícias Militar e Civil vão intensificar as abordagens a ônibus, táxis e motos em Cariacica. Elas vão acontecer 24 horas por dia, durante blitze em pelo menos 28 bairros. O objetivo é reduzir os índices de crimes no município.
As ações devem começar na próxima semana, quando 80 homens da Força Nacional de Segurança chegam para ajudar os policiais capixabas.
As abordagens também vão contar com o apoio de pelo menos 20 policiais rodoviários federais, que vão atuar nas principais rodovias que ligam Cariacica com outras seis cidades: Vitória, Serra, Vila Velha, Viana, Santa Leopoldina e Domingos Martins.
O comandante do 7º Batalhão da PM, Paulo Roberto Schulz Barbosa, informou que as blitze serão realizadas em pontos estratégicos dos bairros selecionados pelo projeto-piloto do governo federal de enfrentamento à Criminalidade Violenta.
“Os policiais vão rodar, não só nas principais vias dos bairros, mas também em locais estratégicos, onde nós já sabemos que existe concentração de elementos suspeitos”.
Schulz explicou que, embora alguns bairros de Cariacica tenham sido selecionados para receber um reforço no policiamento, as abordagens aos veículos já acontecem em todo o município, desde abril deste ano, quando houve um aumento no número de homicídios na cidade.
“Ao ter ciência do aumento dos homicídios, mudamos escalas e redistribuímos o policiamento. Todos os dias, realizamos abordagens a motos, táxis, motoristas de aplicativos, mas a tendência é que, com a chegada da Força Nacional, elas sejam reforçadas, passando a ocorrer 24 horas por dia, por prazo indeterminado”.
De acordo com a PM, de 1º de janeiro a 13 de agosto deste ano, mais de 90 mil pessoas foram abordadas durante ações da polícia.
Sobre a chegada da Força Nacional, o secretário de Estado da Segurança Pública, Roberto Sá, disse que aceita qualquer contribuição do governo federal para reduzir a criminalidade. Entretanto, destacou a importância do trabalho já realizado pela polícia capixaba.
“Nada impede que eles possam também fazer abordagens como as que já são feitas por PM e PC, em algumas operações, uma vez que estão habilitados a trabalhar como a PM. Mas as polícias do Estado já provaram do que são capazes. O número de homicídios caiu bastante nos últimos meses”.
