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Policial militar é dono de loja de armas investigada pelo Exército

O empresário Marcos Antônio Loureiro de Souza, dono da Guerreiros Escola de Tiro e Comércio de Armas, disse que foi enganado pelo tenente-coronel ...

Movimentação em frente à loja de armas, em Vila Velha, durante inspeção do Exército, no último dia 18 de abril

Última atualização

O empresário Marcos Antônio Loureiro de Souza, dono da Guerreiros Escola de Tiro e Comércio de Armas, disse que foi enganado pelo tenente-coronel Alexandre de Almeida ao comprar, por intermédio dele, armas que, segundo investigações, foram desviadas do Exército. “Lamento muito por ter entrado de bobo nessa horrível corrupção”.

A Guerreiros foi alvo de um mandado de busca e apreensão que recolheu cinco armas do Exército. Almeida, que vendeu um lote de 110 armas à loja capixaba, está preso.

Movimentação em frente à loja de armas, em Vila Velha, durante inspeção do Exército, no último dia 18 de abril (Foto: Thiago Coutinho/AT )

Marcos Antônio é cabo da Polícia Militar, desde 2007. No Portal da Transparência do Estado, consta que ele é da ativa e que está de licença médica até agosto, o que foi confirmado pela PM em nota. “A Polícia Militar informa que o cabo Marcos Antônio Loureiro de Souza faz parte dos quadros da corporação”.

Questionada se o militar poderia ser dono de uma empresa, a Corporação respondeu, também por nota: “A PM ressalta que a legislação atual permite que os militares sejam cotistas de empresas”.

O tenente-coronel Alexandre de Almeida, preso na terça-feira (Foto: Exército Brasileiro)A nota refere-se ao artigo 27 do Estatuto da PM, que afirma: “Ao policial militar da ativa, ressalvado o disposto no inciso 2º, é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou gerência de sociedade ou dela ser sócio ou participar, exceto como acionista ou cotista em sociedade, anônima ou por cotas de responsabilidade limitada”.

Marcos é sócio, junto com o irmão Leonardo Loureiro Souza, da Guerreiros, que funciona como clube de tiro e loja de armamento.
processo

Processo

A PM também foi questionada se o policial pode sofrer alguma sanção interna em decorrência das apurações do inquérito policial-militar que foi instaurado pelo Exército. Segundo informações do jornal O Globo, o Exército teria constatado a existência de um esquema regular de desvio de armas do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 1ª Região Militar para o mercado negro.

“A Polícia Militar não possui, até o momento, conhecimento de quais eventos da investigação do Exército Brasileiro estão ligados ao militar (Marcos), mas informa que, assim que receber as informações oficiais, avaliará a necessidade de instauração de procedimento interno”, destacou a PM em nota.

Confira a matéria completa na edição do jornal A Tribuna desta sexta-feira (26). 
 

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