O empresário Marcos Antônio Loureiro de Souza, dono da Guerreiros Escola de Tiro e Comércio de Armas, disse que foi enganado pelo tenente-coronel Alexandre de Almeida ao comprar, por intermédio dele, armas que, segundo investigações, foram desviadas do Exército. “Lamento muito por ter entrado de bobo nessa horrível corrupção”.
A Guerreiros foi alvo de um mandado de busca e apreensão que recolheu cinco armas do Exército. Almeida, que vendeu um lote de 110 armas à loja capixaba, está preso.
Marcos Antônio é cabo da Polícia Militar, desde 2007. No Portal da Transparência do Estado, consta que ele é da ativa e que está de licença médica até agosto, o que foi confirmado pela PM em nota. “A Polícia Militar informa que o cabo Marcos Antônio Loureiro de Souza faz parte dos quadros da corporação”.
Questionada se o militar poderia ser dono de uma empresa, a Corporação respondeu, também por nota: “A PM ressalta que a legislação atual permite que os militares sejam cotistas de empresas”.

Marcos é sócio, junto com o irmão Leonardo Loureiro Souza, da Guerreiros, que funciona como clube de tiro e loja de armamento.
processo
Processo
A PM também foi questionada se o policial pode sofrer alguma sanção interna em decorrência das apurações do inquérito policial-militar que foi instaurado pelo Exército. Segundo informações do jornal O Globo, o Exército teria constatado a existência de um esquema regular de desvio de armas do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 1ª Região Militar para o mercado negro.
“A Polícia Militar não possui, até o momento, conhecimento de quais eventos da investigação do Exército Brasileiro estão ligados ao militar (Marcos), mas informa que, assim que receber as informações oficiais, avaliará a necessidade de instauração de procedimento interno”, destacou a PM em nota.
Confira a matéria completa na edição do jornal A Tribuna desta sexta-feira (26).
