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Pelo menos 52 pessoas por dia, em média, são vítimas de estelionatários na Grande Vitória. O número é resultado de um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), que considerou 14.099 registros de ocorrências feitas por vítimas deste tipo de crime nos nove primeiros meses deste ano.
Para o titular da Delegacia Especializada em Defraudações e Falsificações (Defa), Douglas Vieira, a alta nos casos está também relacionada com a falta de atenção e conhecimento sobre os golpes aplicados, por parte das vítimas. Por isso ele sugere que nunca sejam fornecidos os dados em caso de contatos telefônicos.
“Nunca forneça seus dados, duvide de tudo. Não forneça cartão de banco, de crédito… Os bancos nunca mandam, por exemplo, um motoboy no seu endereço buscar o cartão. Se cair no golpe, registre o caso”, orientou Douglas Vieira.
O delegado aproveitou também para falar sobre os golpes mais aplicados no Estado. Um deles é o do falso motoboy.
“É muito aplicado principalmente contra idosos. O golpista entra em contato com a vítima, dizendo que precisa trocar o cartão porque foi clonado. Um outro criminoso, se passando por motoboy, vai até a casa do idoso (ou da idosa) e leva o cartão. Aí, ele faz diversas compras”, explica.
Para atrair esse tipo de vítima, o delegado disse que as quadrilhas costumam usar mulheres e pessoas de mais idade, como é o caso de golpes aplicados em portas de bancos, por exemplo.
“”Nunca forneça dados, duvide de tudo. Não forneça cartão de banco, de crédito, os bancos nunca mandam””
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Prejuízo de R$ 15 mil
Uma idosa de 70 anos caiu no golpe do “falso motoboy” e perdeu R$ 15 mil, em agosto deste ano. Ela recebeu uma ligação de um homem que se identificou como um funcionário de um banco onde ela tinha conta e foi orientada a transferir o dinheiro para uma suposta conta de segurança da falsa instituição.
Além de transferir R$ 10 mil, a idosa ainda pagou um boleto de R$ 5 mil ao golpista.
Golpe do amor
Uma empresária de 55 anos foi vítima de um golpe conhecido como “Golpe do Amor”. Além de ter sido dopada, acabou perdendo o seu carro, avaliado em R$ 100 mil. O caso aconteceu em novembro do ano passado em um bairro de Vitória, onde a vítima reside.
Ela relatou que conheceu o suspeito por meio de um aplicativo. Ao marcar um encontro com o criminoso, a vítima alega que foi oferecida uma bebida alcoólica e ao beber, ela apagou. Quando acordou, estava na sala de casa, sem celular, cartão e chaves da casa e do carro.
Falso funcionário
Uma aposentada de 53 anos viu, em questão de horas, boa parte de suas economias desaparecer de sua conta bancária. Ela teve R$ 70 mil roubados, dos quais só R$ 30 mil foram recuperados.
A vítima caiu numa cilada conhecida como “golpe do falso funcionário de banco”. Ao ser enganada pelos criminosos e ter seu celular invadido, a aposentada perdeu R$ 40 mil.