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Polícia

Casal preso por agiotagem movimentou R$ 70 milhões em lavagem de dinheiro no ES

Quadrilha suspeita de envolvimento com os crimes foi presa na última terça-feira (27)

Casal preso por agiotagem movimentou R$ 70 milhões em lavagem de dinheiro no ES
- Foram apreendidos mais de R$ R$ 40.000 em espécie, três armas de fogo com diversas munições, sete veículos e aparelhos eletrônicos
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Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

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Um homem de 37 anos e uma mulher de 34 foram presos, na manhã da última terça-feira (27), no município de Baixo Guandu, suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e crimes de estelionato e falsidade ideológica no Espírito Santo. Ao todo, foram R$ 70 milhões movimentados nas contas dos envolvidos com os crimes, no período de 2018 a 2024. 

Segundo informações da Polícia Civil, a organização também era por especializada em roubos de carga. O suspeito preso, identificado como Bruno Soares Mendonça, conhecido pelo vulgo ‘Leite Ninho’, seria um perpetuador de alta periculosidade, que teria passagens por roubo de cargas desde 2018, quando a organização teria realizado um furto a agência do Branco do Brasil, no valor de R$ 670.000. 

De acordo com o delegado Anderson Pimentel, do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), a investigação teve início por meio do monitoramento das movimentações financeiras do casal, que tinha o hábito de ostentar uma vida de luxo nas redes sociais. 

“Bruno ostentava patrimônios totalmente desproporcionais à sua atividade laboral declarada. O casal ostentava imóveis em condomínios de luxo, bem como carros de alto valores, mesmo sem possuírem nenhuma comprovação de renda”, explicou. 

Ainda de acordo com o delegado, após os roubos de cargas, os suspeitos investiam em empresas de fachadas e uso de laranjas para lavar as quantias em dinheiro. 

Empresas de fachada 

Segundo a investigação, o casal mantinha empresas de fachada, registradas em nomes falsos, que eram utilizadas para realizar as lavagens do dinheiro. A mulher investigada, identificada como Bárbara Alves Foege, possuía uma empresa de estética registrada em seu nome, porém, não existem registros de que a empresa tenha funcionado algum dia. 

“A Bárbara, possuía uma empresa de estética de fachada, da qual declarava ser de onde seu patrimônio vinha. Porém, não há registros de que essa empresa um dia teve funcionários, ou sequer tenha funcionado. Ela tinha o papel de administrar as quantias de dinheiro e investi-las nas empresas falsas”, disse o delegado. 

Imóveis

Segundo a Polícia Civil, a operação, chamada “Castelo de Areia”, deflagrou 20 mandados de busca e apreensão nos municípios de  Baixo Guandu, Colatina, Serra, Cariacica, Vila Velha, Guarapari (ES) e Aymorés (MG), todos vinculados ao casal. Nos imóveis, foram apreendidos mais de R$ R$ 40.000 em espécie, três armas de fogo com diversas munições, sete veículos e aparelhos eletrônicos. 

Nos imóveis também foram apreendidos documentos relacionados à atividade de agiotagem exercida pelo suspeito. A investigação revelou que a quadrilha movimentou mais de R$ 8 milhões com atividades de agiotagem. 

Segundo a investigação, a organização fazia vítimas ao emprestar quantias em dinheiro para as vítimas e, como garantia, solicitava bens, como imóveis e veículos, em troca. Com os documentos, os criminosos registravam um documento de compra e venda de imóvel lavrado em cartório como garantia.

O casal será investigada pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. 



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