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RESGATADO

Recém-nascido é abandonado na rua no Agreste de Pernambuco

Junto à criança, foi encontrado um bilhete onde a suposta mãe relata falta de condições financeiras para criar o filho

Recém-nascido é abandonado na rua no Agreste de Pernambuco
- Recem-nacido estava dentro de uma caixa de papelão

Última atualização


Com informações do repórter Carlos Simões, da TV Tribuna

Em plena Semana Sant um bebê recém-nascido foi resgatado na noite da última quinta-feira (2) após ser encontrado abandonado dentro de uma caixa de papelão em uma rua no bairro Nova Esperança, em Barra de Guabiraba, no Agreste de Pernambuco.

A criança foi localizada pelo Conselho Tutelar após denúncias de moradores que, conforme registros em vídeo, encontraram o menino chorando no local. Junto ao bebê, foi deixado um bilhete manuscrito que detalhava o primeiro nome da criança e o horário de seu nascimento, ocorrido às 7h30 daquela mesma manhã. No texto, a autora — que se identifica como mãe do recém-nascido — justifica o abandono alegando não possuir condições financeiras para criá-lo, mencionando que já cuida sozinha de outros dois filhos pequenos sem ajuda do pai das crianças, e encerra a mensagem com um apelo para que o bebê receba bons cuidados.

RESGATE

O recém-nascido foi socorrido e encaminhado ao Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru, onde permanece internado em observação. Em nota, a unidade hospitalar informou que o estado de saúde do bebê é estável e que ele está recebendo toda a assistência médica e multidisciplinar necessária no alojamento conjunto. Enquanto isso, o Conselho Tutelar de Barra de Guabiraba acompanha o caso, realizando os procedimentos protetivos para garantir os direitos da criança e colaborando com as autoridades na apuração dos fatos.

A Polícia Civil de Pernambuco confirmou, também por nota, que o caso foi formalmente registrado pela Delegacia de Caruaru como abandono de incapaz. “As diligências seguem até o esclarecimento do fato”, diz a nota.

A produção de jornalismo da TV Tribuna apurou que a entrega legal de uma criança para adoção deve ser feita exclusivamente na Vara da Infância e da Juventude mais próxima, no Fórum ou Defensorida Pública. Este procedimento é gratuito, confidencial e garantido pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), assegurando que o menor vá para uma família habilitada, sem riscos de adoção ilegal.



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