Após o governo federal decretar intervenção no Rio de Janeiro, o governo do Estado anunciou ações para impedir a migração de bandidos cariocas para o território capixaba.
Confira a entrevista com o secretário de Estado da Segurança Pública André Garcia:
>Na prática, quais ações serão realizadas nesse Plano de Contingenciamento para evitar a migração de bandidos?
André Garcia – Tem certas coisas que posso falar e outras não. Posso falar é que estamos elaborando um plano, vai ter um deslocamento de efetivo, emprego de unidades especializadas e meios aéreos (helicópteros), para intensificar as operações nas divisas. As operações podem ser feitas a qualquer momento e diariamente.
>As operações já estão sendo intensificadas nas divisas, isso é uma resposta imediata do Estado para evitar essa migração?
A migração não é imediata, não vai ser amanhã. E nem será nessa intensidade que vocês estão imaginando. Um criminoso não coloca uma mochila nas costas e vai para outro Estado se instalar e praticar a mesma atividade.
Mas, nem por isso, nós temos que esperar essas coisas acontecerem. Então, foi determinado um planejamento específico para isso.
>Não há risco desses criminosos se adiantarem e buscarem refúgio no Espírito Santo?
A inteligência deles não é nesse sentido. Geralmente nesse cenário, o pessoal fica pagando pra ver. E se os bandidos do Rio vieram para cá, sinto muito, eles vão se dá mal.
>Vão ser presos?
Se tiver ficha criminal, se tiver mandado em aberto será preso. Mas, por enquanto, não há nenhuma informação que aponte para migração deles para o Estado.
>Na sua opinião, a intervenção no Rio foi necessária?
A decisão do presidente da República leva em consideração muitos elementos. O que eu tenho dito e repetido é que a nossa posição nossa é que esse assunto esteja na pauta do Brasil. O assunto mais urgente hoje é a Segurança Pública.
Se o governo federal entendeu que deve adotar a intervenção como uma primeira medida, eu acho que é um bom caminho. A gente tem o histórico do jogo de empurra federativo na questão da segurança. As pessoas acham equivocadamente que é atribuição do Estado a segurança publica, mas a Constituição não fala isso.