
Um cozinheiro carioca de 24 anos contou nesta quinta-feira (19) como ocorreu o assalto no ônibus do Transcol, que deixou um policial civil aposentado ferido, na tarde de quarta-feira (18). O jovem que está no Estado há dois meses trabalhando declarou ainda que a polícia agiu rápido no caso.
Os dois ladrões entraram no ônibus da linha 501 na altura do bairro Camará, na Serra, e o policial civil Job Tadeu Dalla Bernardina já estava no veículo. Os ladrões, Cassilandro Oliveira
Santos e Alan da Silva Diolindo, ambos 18 anos, pularam a roleta.
Cassilandro estava com uma arma calibre 38 na mão e anunciou o assalto. Ele já entrou encarando o cozinheiro, que estava em pé na área reservada para cadeirante.
Segundo o cozinheiro, ele também encarou o ladrão, com cara de mau, para tentar não ser assaltado. No entanto, o ladrão foi direto para ele, apontou a arma na altura de seu peito, perguntando se era policial. “Você é policial, é policial? Passa a arma”, disse Cassilandro.
Enquanto isso, o outro ladrão já estava roubando os passageiros, tendo recolhido cerca de 7 celulares. Ele entrou na discussão do comparsa com o cozinheiro, falando para Cassilandro atirar.
O cozinheiro disse que não era policial, mas a confusão continuava. Nesse momento, o policial civil aposentado se levantou, se identificando como policial. O ladrão começou a atirar em Job, que reagiu. Os dois caíram no chão, mas o ladrão continuou atirando.
De acordo com o cozinheiro, o ladrão teria descarregado a arma, e o cúmplice estava na porta do ônibus, implorando ao motorista para abrir. O cozinheiro contou ainda que ficou parado, sem reação, e os passageiros tentavam se esconder, e alguns choravam. “Se não fosse o policial, eu com certeza estaria morto. Ele realmente agiu como herói”, disse.
O policial civil Job continua internado, em estado gravíssimo, mas estável, e precisando de doações de sangue.
https://youtu.be/aqJH-bwZQFs