O Secretário de Estado de Segurança Pública, coronel Nylton Rodrigues, defendeu penas mais rígidas no país após o assassinato do soldado Walter Borges, 29, na noite de segunda-feira (13), no bairro Jardim Asteca, em Vila Velha. Walter saía de uma festa infantil com a esposa, grávida de nove meses, quando bandidos chegaram e efetuaram dois disparos contra a vítima. Ele chegou a ser socorrido mas morreu no hospital.
Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (14), o Secretário, que é coronel da Polícia Militar, afirmou que as investigações sobre a morte do policial estão sendo conduzidas pela cúpula da Polícia Civil e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. As investigações vão seguir em segredo de justiça.
“Nós estamos sensibilizados com a família e informamos que toda a Polícia Civil está dedicada neste caso. Desde ontem estamos em contato direto com o delegado chefe da Polícia Civil e com o delegado José Lopes (DHPP). Nenhuma hipótese será descartada. Tudo será devidamente apurado e chegaremos com certeza aos autores deste assassinato”, disse.
O secretário defendeu ainda uma atualização da legislação nacional e foi enfático ao pedir penas mais duras para quem comete crimes contra policiais.
“Quando um policial é vítima, a pena deveria ser ageravada. O policial representa o Estado. Em países de primeiro mundo, a pena nestes casos são agravadas. Não podemos voltar para trás, precisamos atualizar as legislações. Quem comete um crime contra um policial tem que apodrecer na cadeia”, afirmou o secretário.
Coronel Nylton afirmou ainda que o Congresso Nacional precisa modernizar as leis. “É preciso leis que defendam a sociedade e não deveres individuais dos bandidos. Quem tem que mudar isso é o Congresso”, disse.
