Enquanto agredia a namorada, uma técnica de enfermagem de 39 anos, o acusado não parava de repetir que era pior que Lázaro, o serial killer do Distrito Federal, morto em confronto com a polícia na segunda-feira.
A vítima foi agredida e ameaçada de morte na noite de segunda-feira (28), em São Geraldo, Cariacica. O acusado, de 30 anos, chegou a quebrar um prato e tentar cortar o pescoço da vítima com o vidro.
“Sou pior que Lázaro, posso te matar a qualquer momento e tenho peito de aço”. Assim foram as palavras proferidas pelo acusado.
O casal mantinha um relacionamento há oito meses e essa foi a segunda vez que a vítima foi agredida pelo homem.
“Batia no peito que era pior que Lázaro, que não entrava bala, nem faca. Ele gritava no meu ouvido nomes estranhos, que eu desconhecia. Além de me agredir, quebrou pratos e copos da minha casa”, contou a vítima.

De acordo com os policiais que atenderam a ocorrência, o homem estava bastante agressivo e apresentava algumas lesões. Ele deixou que os militares entrassem na casa em busca da vítima, que foi encontrada no quarto deitada e com várias lesões pelo corpo.
A vítima contou que o companheiro chegou em casa e ligou o som. Depois começou a gritar no ouvido da técnica palavras em outro idioma. Foi quando as agressões começaram.
“Ele começou a me dar socos e chutes. Depois, me enforcou. Em alguns momentos eu desfaleci, por conta da asfixia. Mas eu lutei, bati nele, o machuquei”, contou a vítima.
A primeira agressão, segundo a técnica, aconteceu no segundo mês de relacionamento, quando ele o agrediu com socos.
“Eu perdoei. Achava que ele podia mudar. Ele sorria, me abraçava, beijava e era carinhoso. Depois virou esse monstro”, relatou a técnica.
Agora, a vítima espera que o homem continue preso e que pague pelos seus crimes.
“Mas, também quero que ele melhore, aprenda. A ex-mulher dele entrou em contato com meu pai e relatou que também sofreu agressões dele. É um ciclo. Ele tem cara de bom moço. Ele era carinhoso, então acreditava que poderia mudar. Não recomendo que ninguém faça isso, na primeira agressão saia”, desabafou a vítima.
A filha da vítima, uma estudante de 21 anos, relatou que na primeira agressão a mãe contou que caiu e se machucou e que nunca havia presenciado outras agressões e, por isso, não desconfiou.
“Até agora estou sem reação, às vezes me culpo por ela ter passado por isso e eu não ter visto. Para quem vê a mãe sofrer e quase chegar em um feminicídio, é difícil. Não quero deixar ela sozinha nenhum minuto”, disse a estudante.