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Polícia

“Sou vítima de uma covardia”, diz advogado acusado de abusar de duas crianças

O advogado acusado de abusar sexualmente de duas crianças de 7 anos alega inocência e diz que é vítima de uma invenção. Cledimar José de Freitas, de ...

Cledimar José de Freitas, de 56 anos, foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão.

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Cledimar José de Freitas, de 56 anos, foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão. (Foto: Fábio Nunes/AT)O advogado acusado de abusar sexualmente de duas crianças de 7 anos alega inocência e diz que é vítima de uma invenção. Cledimar José de Freitas, de 56 anos, foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão por atentado violento ao pudor.

Segundo a polícia, em 2006, o advogado levou um menino e uma menina à força para sua casa. Para cometer os abusos, ele amarrava as crianças a uma grade e fazia ameaças para que elas não contassem nada a ninguém. Em um período de 10 dias, Cledimar teria agido dessa forma duas vezes.

Na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) ele resolveu se manifestar sobre as acusações.

O senhor confirma que abusou de duas crianças, suas vizinhas?

Cledimar – Eu sou vítima de uma covardia. Sempre desenvolvi trabalho comunitário no Forte de São João, já fui presidente comunitário do bairro. Sempre desenvolvi advocacia humanitária para pessoas mais humildes. Uma dona começou a criar guerra comigo por causa da uma casa que compre em Carapebus. Foi totalmente inventada.

O que aconteceu no dia do fato?

– Um dia o menino estava brincando comigo de bolinha de gude e subiu nas minhas costas. Para mim, criança é como se fosse tudo filho. Depois que eu coloquei ele no chão e ele falou que era a minha vez. Quando passei o pé, fingindo que ia subir, a dona saiu esbravejando falando que estava estuprando o netinho dela. Depois envolveu uma menina que não tem nada a ver com a história. Eu só tocava umas musiquinhas no violão e ela ia e cantava junto comigo.

Mas há alegações de que, em 10 dias, o senhor teria cometido dois abusos contra essas crianças.

– Inventaram um monte de história que eu não tive como me defender. Inclusive, na época, tinha um apelo muito forte de Michael Jackson envolvido com essas questões (acusação de de pedofilia). A mídia estava dando muita cobertura na época. A sociedade estava muito voltada para essa questão e acabei pegando carona nessa desgraça toda. E eu fiquei indefensável. Eles criaram monte de histórias mirabolantes. Botaram as crianças para contar um monte de mentiras.

Porque o senhor mudava tanto de endereço?

– Não mudava. Morei em Carapebus por 5 a 6 meses. Continuo morando no Forte de São João. Todo mundo lá conhece meu caráter. Senão, eles teriam me linchado.

Então o senhor não se arrepende dos atos?

– Eu não me arrependo de ato nenhum, pois não fiz nada. Talvez a única coisa que eu tenha que me arrepender foi de ter me formado em Direito, pois isso acabou gerando inveja nas pessoas do mesmo nível que eu, inclusive aquela mulher lá.

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