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Suspeito de “dar grau” e matar idoso na Serra vai responder por homicídio

Polícia concluiu inquérito que apurava o atropelamento e morte de José Geraldo Torres

Suspeito de “dar grau” e matar idoso na Serra vai responder por homicídio
- José Geraldo Torres morreu após ser atingido por motocicleta
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Nathália Cantarela

Formada em Jornalismo pela Faesa, Nathália escolheu o curso porque ama escrever. Durante o curso também se apaixonou pelo audiovisual, e estagiou apresentando o jornal da faculdade. Após formada, fez curso de imersão no jornalismo e hoje apresenta o Boletim de Notícias, além de escrever para o site.

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A Polícia Civil divulgou nesta terça-feira (13) a conclusão do inquérito que investigava o atropelamento de um casal de idosos, ocorrido no dia 17 de novembro de 2025, no bairro Porto Canoa, na Serra. O fato resultou na morte de José Geraldo Torres, de 82 anos, e em lesões corporais gravíssimas na companheira dele, Maria Auxiliadora Torres, de 77.

O motociclista suspeito de “dar grau” e atingir as vítimas vai responder pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. De acordo com a polícia, as investigações apontaram que o investigado pilotava a motocicleta em velocidade muito superior à permitida para o local, além de realizar a manobra de exibição conhecida como “grau” em via pública. 

“De acordo com laudo pericial produzido pela Polícia Científica do Espírito Santo, a motocicleta desenvolvia velocidade aproximada de 66 km/h, em uma via cuja velocidade máxima regulamentada é de 30 km/h, representando excesso de cerca de 120% acima do limite permitido”, afirmou a PC por nota.

O casal foi atingido durante a manobra e, após, o investigado fugiu do local, sem prestar socorro. “A Polícia Civil reuniu provas técnicas, periciais e imagens de câmeras de segurança que possibilitaram a reconstrução da dinâmica do fato. Também foi constatado que o investigado praticava reiteradamente manobras perigosas, inclusive com registros anteriores no Cerco Inteligente do Governo do Estado. Além disso, foi verificada a supressão da placa de identificação da motocicleta, com o objetivo de dificultar a fiscalização e a identificação do veículo”, completou o titular da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito, delegado Maurício Gonçalves.

Em dezembro de 2025, a Polícia Civil representou pela prorrogação da prisão temporária do investigado, medida que foi aceita pelo Poder Judiciário. Com a conclusão do inquérito, o investigado foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A Polícia Civil também representou pela decretação da prisão preventiva.

Segundo a PC, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, que dará prosseguimento às providências legais.



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