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Polícia

Tragédia em Linhares: Defesa vai ouvir pastor sobre abusos

As alegações apresentadas por pelo pastor Georgeval Alves Gonçalves, de que teria sido vítima de abuso quando criança, dadas na Comissão Parlamentar ...

Pastor George Alves durante depoimento na CPI dos Maus-Tratos

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Pastor George Alves durante depoimento na CPI dos Maus-Tratos (Foto: Rodrigo Gavini / AT)

As alegações apresentadas por pelo pastor Georgeval Alves Gonçalves, de que teria sido vítima de abuso quando criança, dadas na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos em Crianças e Adolescentes na sexta-feira, ainda serão analisadas por sua defesa.

O pastor George, como é conhecido, é acusado de estuprar, agredir e colocar fogo no filho Joaquim Alves Sales, de 3 anos, e no enteado Kauã Sales Butkovsky, 6. Elas estariam desacordadas. O crime foi dentro de casa, em 21 de abril, em Linhares.

Helbert Gonçalves, advogado de George, contou que o pastor não tinha revelado sobre os abusos antes.

“Nós já sabíamos que ele teve dificuldade na infância, mas não sabíamos se era problema relacionado a passar fome, dificuldade financeira, se era abuso. E na CPI ele não falou o tipo de abuso, se foi molestado, que tipo. Vamos encontrá-lo para conversar sobre isso”, disse ele sem adiantar se usaria tal fato na defesa.

“Desde o início tivemos dificuldade de obter informações integrais do inquérito. Atualmente o caso não está com a polícia e sim com o Ministério Público novamente. Por isso não dá para saber se a informação vai ser usada”, contou o advogado.

Ele explicou que logo no início do caso chegou a pedir ao delegado da 16ª Delegacia Regional de Linhares, Romel Pio de Abreu Júnior, para que George passasse por avaliação profissional para saber se ele apresenta problemas psicológicos.

“Uma vez foi feito o pedido informalmente e depois feito formalmente no inquérito. Foi pedido para que fosse avaliado por psiquiatra com consulta marcada em Vitória, mas o delegado disse que não era preciso. Nós fizemos um requerimento novamente para que ele fosse avaliado, mas o pedido foi negado”, contou o advogado Helbert.

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