A Justiça converteu a prisão em flagrante do universitário Gustavo Simonassi, de 22 anos, em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada na manhã dessa segunda-feira (2), no Centro de Triagem de Viana (CTV). Segundo a juíza Raquel de Almeida Valinho, responsável pela audiência, Gustavo será acompanhado pela equipe médica do presídio, já que em seu pedido de liberdade a defesa alegou que seu cliente é “portador de distúrbios mentais”, conforme o documento.
Gustavo foi preso em flagrante, na tarde de domingo (1º), em Jardim da Penha, Vitória, depois de bater em três veículos, capotar o carro que dirigia, um Hyundai HB20, e atirar na direção de uma família. O administrador de empresas Plínio Ceolin Filho, de 38 anos, acabou baleado na perna esquerda.
Gustavo foi levado para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi autuado por tentativa de homicídio, disparo de arma de fogo em via pública, porte ilegal de arma, posse de droga para consumo pessoal e dano ao patrimônio público, sendo encaminhado ao presídio na manhã dessa segunda.
Ainda pela manhã, Gustavo passou por audiência de custódia no CTV, em Viana. Durante a audiência, a juíza converteu a prisão em flagrante do universitário em prisão preventiva até 31 de março de 2018. Cabendo os devidos recursos.
De acordo com a juíza, a prisão foi convertida para “garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal”. A magistrada salientou que, embora Gustavo tenha um procedimento de insanidade mental instaurado, ele responde a outras ações penais, inclusive por porte de arma de fogo e tentativa de homicídio.
“No caso presente, entendo por indeferir o pedido de liberdade formulado pela defesa, eis que a periculosidade do autuado evidenciada pelas circunstâncias em que o crime foi cometido basta, por si só, para embasar a custódia cautelar no resguardo da ordem pública (…). No caso presente, a dinâmica do crime tal como narrado no auto é suficiente para oferecer evidências da periculosidade do seu agente tornando necessária a prisão preventiva”, disse a juíza.
A juíza também determinou que Gustavo fosse avaliado e acompanhado pelos médicos do CTV, em razão de ter alegado “ser portador de distúrbios mentais”.
A reportagem completa sobre esse caso você lê na edição desta terça-feira (3) do jornal A Tribuna.
